O presidente brasileiro também apelou para a inclusão de mais países no Banco dos Brics, como Argentina, Arábia Saudita e Emirados Árabes

Marina Roveda Publicado em 03/08/2023, às 08h34
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não poupou críticas ao Fundo Monetário Internacional (FMI) e reafirmou o compromisso do Brasilem mediar a dívida externa da Argentina, aliado de seu governo. Durante uma reunião com correspondentes internacionais no Palácio do Planalto nesta quarta-feira (02), Lula expressou sua insatisfação com a atuação do FMI, alegando que o órgão contribui para o agravamento da situação econômica de alguns países.
O presidente ressaltou a importância de uma mudança na atuação do Banco dos Brics, instituição formada por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, e presidida por Dilma Rousseff. Lula defendeu que o Brics seja mais eficaz e generoso ao oferecer ajuda aos países, em contraponto ao que ele acredita ser o comportamento do FMI, que muitas vezes, segundo ele, contribui para a deterioração das economias.
Durante o encontro, Lula fez um apelo para que o Banco dos Brics considere a possibilidade de incluir mais países, como a Argentina, Arábia Saudita e Emirados Árabes. Nesse sentido, ele admitiu ter solicitado a ajuda de Dilma Rousseff para que o Brics auxilie a Argentina, buscando soluções dentro dos marcos legais das instituições financeiras.
O presidente destacou seus esforços em busca de uma solução para a situação econômica da Argentina, através de contatos, telefonemas e reuniões, visando proporcionar ajuda ao país vizinho. Lula argumentou que é importante o FMIter paciência e compreender as dificuldades enfrentadas pela Argentina, especialmente no contexto da seca que afeta o país.
Nesse contexto, Lula reforçou o compromisso do Brasil em atuar como mediador na questão da dívida externa argentina, uma vez que o presidente argentino, Alberto Fernández, é seu aliado político. Para Lula, é fundamental que o Banco dos Brics seja uma instituição voltada para a ajuda e a recuperação de países, cumprindo um papel oposto ao que ele atribui ao FMI.
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