"Eu sou apaixonada por fotos, por eternizar momentos! E sempre quis fazer umas fotos mais bonitas, de estúdio mesmo. Dei de presente um ensaio para meu marido

Redação Publicado em 08/08/2021, às 00h00 - Atualizado às 10h01
O domingo de Dia dos Pais deste ano na casa da analista de vendas Sâmya Gabriela Goulart Oliveira Carvalho, de 36 anos, não vai ter o almoço tradicional com a família reunida, como nos outros anos. Nem a cantoria de Antônio Carlos de Oliveira, de 69 anos, o “Carlinhos”, pai de Sâmya, morto pela Covid-19 em dezembro de 2020.
Para amenizar a dor e a falta, ela resolveu fazer um ensaio fotográfico segurando um porta-retrato com a foto do pai.
“Eu sou apaixonada por fotos, por eternizar momentos! E sempre quis fazer umas fotos mais bonitas, de estúdio mesmo. Dei de presente um ensaio para meu marido tirar com meu sogro e meus filhos e, por ser do Dia dos Pais, tive a ideia de levar uma foto do meu pai para sentir a presença dele, que faz muita falta”, disse a filha de Carlinhos.
Antônio Carlos ficou internado por oito dias, dois deles intubado, no Hospital São Lucas, no bairro Santa Efigênia, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte. Ele morreu no dia 11 de dezembro.
“Os médicos chamaram alguém da família e decidi ir sozinha ao hospital. Imaginei que poderia ser algo grave, mas nunca o falecimento dele. Estava com o coração apertado, mas com esperança, até que o médico e a psicóloga vieram falar que ele havia morrido. Entrei em pane! Uma semana inteira angustiada sem poder ver meu pai. Sabe aquele momento que você não consegue acreditar? Não consegue se encontrar e entender o que tem que fazer? Foi assim que fiquei”, relembrou Sâmya.

Sâmya com o marido, sogro e os netos de Carlinhos, na sessão de fotos de Dia dos Pais. — Foto: Victor Ataíde

Sâmya quando estava grávida e o pai dela, Antônio Carlos, em Pedro Leopoldo, na Grande BH. — Foto: Arquivo pessoal
Quase oito meses sem a presença de Carlinhos, Sâmya e a família se dividem entre momentos de resignação e de “extrema saudade”.
“Estamos mais conformados com a decisão do “cara lá de cima”, realmente não é fácil aceitar, não é fácil compreender. Temos momentos que conseguimos falar dele sem sofrer, mas em outros, que são mais difíceis, como foi no aniversário dele no dia 28 de julho, onde ele faria 70 anos e com certeza faria uma comemoração à altura”, disse a filha.
A filha de Carlinhos disse ainda que se apega nas lembranças do pai, que tinha “a cara fechada, mas o coração enorme”.
“Meu pai era pessoa de cara fechada, mas com o coração enorme. Sensível ao ponto de emocionar com programas de TV. Extremamente apaixonado com música. Tocava teclado, violão e cantava. Ele também amava pescaria, “esquecia” da vida quando ia pescar, passava horas e horas pescando e muitas vezes não trazia nenhum peixe”, relembrou a Sâmya, com carinho.

Sâmya com o pai Antônio Carlos, morto pela Covid-19 em dezembro de 2020. — Foto: Arquivo pessoal
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Fontes: G1 – Globo.
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