O suicídio é um tabu na sociedade brasileira, até mesmo no meio médico. E para diminuir o estigma relacionado aos transtornos psiquiátricos e incentivar a

Redação Publicado em 22/09/2020, às 00h00 - Atualizado às 10h44
O suicídio é um tabu na sociedade brasileira, até mesmo no meio médico. E para diminuir o estigma relacionado aos transtornos psiquiátricos e incentivar a busca por psiquiatra, a fim de prevenir esse ato extremo, foi criado o Setembro Amarelo – um mês dedicado a campanhas de conscientização sobre o tema.
No Brasil, o suicídio é a oitava causa de óbito, segundo o departamento de informática do Sistema Único de Saúde do Brasil (DATASUS). Na faixa etária de 15 a 29 anos é a terceira; e até os 45 anos é a quinta. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a cada vinte segundos alguém tenta tirar a sua própria vida. As estatísticas evidenciam a urgência em tratarmos e termos muita atenção ao tema, principalmente, diante de uma mudança radical de comportamento, que hoje, vivemos devido a pandemia de COVID-19.
Os estudos ainda identificam que 97% dos que pensam em suicídio sofrem de transtorno psiquiátrico. São os mais comuns: a depressão, o abuso de álcool e drogas, transtorno bipolar, psicoses, anorexia e bulimia. Todos possuem tratamento com boa eficácia, se tiver um atendimento médico precoce por psiquiatra.
Vale frisar ainda, os principais fatores de risco associados ao suicídio: desemprego; isolamento social; agressão física ou sexual; impulsividade; tentativas prévias individuais ou familiares; e existência de doenças crônicas. Neste ano de 2020, ainda temos a pandemia pelo novo Coronavírus neste contexto e, sem dúvida, o manejo por um profissional da área é de grande importância para minimizar tais situações.
Deve-se notar que 80% daqueles que tentaram suicídio falaram sobre a intenção com terceiros, no último mês prévio ao ato. Logo, amigos e familiares devem estar atentos com quem comenta sobre desejo de se matar e incentivarem a consulta médica com psiquiatra, para evitar um desfecho negativo.
Espera-se que não seja apenas no mês de Setembro que possamos discutir o tema e evitar a perda de entes queridos, com todas as consequências negativas sobre a família e sociedade que o suicídio acarreta. Por se tratar de uma situação plenamente evitável, deve ser amplamente abordada sem estigmas, para que haja uma consulta médica precoce. Prevenir é salvar vidas!
Demétrius de Luna Lopes Benevides
Psiquiatra Clínico e Forense
CRM-DF: 27646 (RQE 18728 e 18729)
Leia também

Dom Rafael perde direitos dinásticos após anunciar casamento

Quase 900 cobras escapam de criadouro durante enchentes no sul da China

Messi fica fora de treino antes da semifinal da Copa do Mundo

São Paulo registra madrugada mais fria do ano e cidade aciona plano de proteção contra baixas temperaturas

Sabesp conclui primeira fase de reparos em cratera que deixou nove desabrigados em Osasco

Anvisa libera nova vacina contra a gripe para pessoas a partir de seis meses

França declara governadora argentina persona non grata após publicação sobre Mbappé

Ônibus da EMTU invade casa após motorista errar caminho em Itapevi

Governo eleva mistura de etanol na gasolina para 32% e especialistas divergem sobre impactos nos veículos

Sérgio Moro publica mensagem em defesa de Bolsonaro e Flávio nas redes sociais