
por Agenor Duque
Publicado em 19/12/2022, às 08h20
Não é de hoje que o mal opera no mundo. Desde que os primeiros humanosdecidiram rebelar-se contra seu Criador na tentativa inútil de assumir o controle da própria história, as coisas degringolaram em grande escala. Seduzidos e enganados por Satanás (na figura da serpente), os representantes da raça humana lançaram-se num mergulho profundo e intenso rumo à desgraça, à desordem e, principalmente, rumo ao distanciamento do único que poderia dar-lhe sentido para a vida e preencher o vazio de seu desiludido coração. Sim, desiludido! Desiludido porque cederam ao engano de Satanás, que lhes havia prometido o céu de uma existência plena de tudo o que é bom e poderia trazer a felicidade, mas lhe entregou o inferno de uma vida longe da presença de Deus, imersa em escuridão, desesperança e confusão.
Desde os tempos do Éden, Satanástem operado o engano no mundo. Ele age no mundo por intermédio do engano e de mentiras, fazendo que tudo trabalhe para um único objetivo: levar seres humanos a viverem uma vida longe de Deus agora e na eternidade, ou, no mínimo, mantê-los presos a uma vida medíocre, estabelecendo com o Criador uma relação de súdito e senhor, mas jamais de um filho com seu Pai amoroso. A orfandade é uma das principais marcas da presente geração, e alguém carente de amor e afeto paternos está vulnerável, deixando-se enganar e atrair por falsos amores e quaisquer acolhimentos, configurando-se como um terreno fértil para plantio de mentiras e engano que redundarão em apostasia, com abundante colheita.
A Bíblia apresenta o engano e a apostasia como uma das marcas dos tempos do fim. A história tem demonstrado que o império do mal não brinca em serviço e está progredindo em suas empreitadas a passos largos. Personalidades e líderes influentes de todas as áreas e instâncias têm se levantado como instrumentos para a propagação de mentiras referentes a Deus, à Bíblia, à igreja de Jesus, ao evangelho, ao estilo de vida à moda de Deus, à importância de se observar os princípios cristãos, à família, à salvação e à fé, à graça e ao caráter de Deus etc. Pessoas e sistemas têm se levantado contra tudo o que se relaciona ao Deus cristão, à sua santa Palavra e à vida de comunhão dos crentes. Crentes fiéis têm dado sua vida em oferta a Deus, em sua luta pela verdade, pelos princípios cristãos e contra o engano.
De tempos em tempos se ouve declarações que são verdadeiras pérolas do engano, vindo de pessoas destacadas no cenário brasileiro e mundial. Recentemente ouvimos de um cantor gospel brasileiro decadente, influenciado por ideias progressistas do movimento da cultura negra estadunidense, a declaração de que o hino Alvo mais que a neve ― [The blood of the Lamb], escrito por Eden Reeder Latta, em 1881, e traduzido por Henry Maxwell Wright, em 1914 ― é racista, apesar de ele próprio tê-lo gravado, em 2005, usando a mesma letra que agora condena. Ora, qualquer um que tiver o mínimo de interesse pela verdade saberá, com quase nenhum esforço em pesquisa, que a alusão ao ser “alvo mais que a neve” se refere à veste litúrgica de cor branca, usada nas cerimônias de igrejas protestantes; têm a ver com santidade não com racismo. Inclusive, a Comissão Especial da Convenção Batista Brasileira, orientada pela missionária Joan Larie Sutton, retirou do refrão a possibilidade de qualquer má interpretação, substituindo-o por “[...] pois em Seu sangue lavados, nós temos perdão do Senhor”.
Outra declaração que está suscitando a aversão de cristãosno mundo todo é a proferida pelo papa Francisco. E não é novidade que o pontífice é conhecido também por suas declarações e posturas estranhas à Bíblia Sagrada, dentre elas, que, desafiando as escrituras bíblicas, o líder religioso trabalha para criar uma religião mundial; em 2017, pediu um “governo mundial único”, declarando ao jornal El Universo (Equador) que o poder detido pelas Nações Unidas não é suficiente e que elas devem receber o controle governamental total “para o bem da humanidade”; hospedou orações islâmicas e recitais do Alcorão no Vaticano; em visita a Istambul, entrou na Mesquita Azul e louvou o deus mulçumano; declarou que “[...] os relacionamentos com Jesus são perigosos e prejudiciais [...] e devem ser evitados a todo custo”; e afirmou que o pluralismo religioso, tão expressamente condenado na Bíblia, expressa a “sabedoria da vontade de Deus. Como se isso não bastasse, lançou sua última “pérola” recentemente, afirmando que “Jesus é Satanás”. Citando a francesa Marine Le Pen, o papa Francisco parece, de fato, prestar-se a ser um “buldogue globalista”, um cachorrinho a serviço da Nova Ordem Mundial.
Não se pode nem deve ser simplista. Não é possível nem se tem indícios definitivos que sejam suficientes para se tomar partido ao lado dos chamados “especialistas em profecias”, defendendo que Francisco seja o último papa, afinal os fãs do Juízo Final buscam vincular cada frase a um papa ao longo dos séculos, tendo vinculado o papa Francisco, o de número 112, a “Pedro, o Romano”, que, segundo afirmam, “Na extrema perseguição da Santa Igreja Romana, sentar-se-á [...] apascentará as ovelhas [...] e o terrível juiz julgará seu povo. O fim”, alegando que, apesar de Francisco ser proveniente da Argentina, seus pais eram italianos, de Roma. Contudo não se pode negar que os posicionamentos e declarações públicas do pontífice ao longo dos anos, desde que assumiu o papado, sejam suficientemente reveladoras de suas intenções e a serviço de quê e de quem o líder católico está.
Independentemente de qualquer fato, pessoa ou circunstância, a história chegará ao seu final e tudo ocorrerá conforme a Bíblia relata. Conforme o fim se aproxima, o mal ruma rapidamente em direção ao seu ápice; mas é sabido, pelas Escrituras Sagradas, que todos os que se levantam contra o Santo de Deus, sua Palavra e sua Igreja serão destruídos com o simples sopro da boca do Senhor.
O fim de todas as coisas aproxima-se, o spoiler já foi dado há mais de 2 mil anos: o Cordeiro de Deus virá como Leão e a vitória acachapante conquistada na cruz do Calvário será, finalmente, consumada. Todos verão, de forma clara e patente, diante dos próprios olhos, que realmente as portas do inferno não foram capazes de prevalecer contra a Igreja do Senhor nem contra o Cristo de Deus.
Diante disso e de outros fatos, que não se tem espaço, no momento, para abordar, e de muito mais que está por vir, temos de estar vigilantes; e vale lembrar o alerta bíblico: “O fim de todas as coisas está próximo. Portanto, sejam criteriosos e sóbrios; dediquem-se à oração” (1Pedro 4.7).
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