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COLUNA

A indústria que ensina: por que formar líderes técnicos virou questão de sobrevivência

Imagem: Reprodução/Redes Sociais
Imagem: Reprodução/Redes Sociais
Zora Viana

por Zora Viana

Publicado em 08/05/2026, às 14h43


Durante décadas, o chão de fábrica foi associado apenas à execução: produzir, entregar, manter o ritmo.

Mas a indústria de 2026 exige algo diferente: pensamento estratégico, liderança técnica e capacidade de adaptação tecnológica.

Segundo a Confederação Nacional da Indústria (CNI), 69% das indústrias brasileiras relatam dificuldade para encontrar profissionais qualificados. Já o SENAI aponta que o país precisará formar mais de 2 milhões de trabalhadores industriais até 2027 para suprir demandas técnicas e tecnológicas.

A pergunta que ecoa nos parques fabris é clara: quem vai formar essa gente?

A escassez não é só técnica. É de liderança.

A nova indústria exige supervisores que entendam indicadores, gestores com visão comercial, líderes que saibam lidar com pessoas e com inteligência artificial ao mesmo tempo.

Mas a maioria desses profissionais cresceu pela prática, não pela formação estruturada.

Empresas dos setores automotivo, metalúrgico, hospitalar e logístico têm reagido a esse cenário criando universidades corporativas próprias, transformando conhecimento técnico acumulado em trilhas formais de capacitação.

Movimentos como os vistos na Mobensani, na Vexilom e em grupos industriais de médio porte mostram que a indústria começa a entender que ensinar é estratégia de produtividade.

Quando o know-how vira currículo

Ao organizar o conhecimento interno e transformá-lo em cursos técnicos, especializações e programas de liderança com validação acadêmica, a indústria resolve três problemas ao mesmo tempo:

✔️ Reduz a dependência do mercado externo
✔️ Garante sucessão técnica estruturada
✔️ Aumenta engajamento e retenção

E mais: cria um ambiente onde o operador pode enxergar trajetória, não apenas função.

Segundo pesquisa da PwC, 74% dos trabalhadores industriais afirmam que permaneceriam mais tempo em empresas que oferecem qualificação estruturada e oportunidades claras de crescimento.

A fábrica como espaço de formação
A indústria que ensina deixa de ser apenas produtiva.

Ela se torna formadora.

E empresas que assumem esse papel, muitas vezes com apoio de instituições especializadas como a Faculdade FEX Educação, estruturam trilhas que unem técnica, liderança, gestão comercial e inovação tecnológica.

O resultado não é apenas diploma.

É cultura.

Na Semana Nacional da Indústria, talvez o maior avanço não esteja nas máquinas, mas na decisão de transformar experiência em conhecimento estruturado.

Porque a indústria que ensina não apenas fabrica peças.

Ela fabrica futuro.

Vamos agir?

#somosFEX

Zora Viana
Psicóloga e fundadora da Faculdade FEX Educação

LinkedIn: linkedin.com/in/zora.viana
Site: fexeducacao.edu.br

Sobre Zora Viana

Zora Viana é psicóloga, neuropsicóloga, psicodramatista, escritora, mestranda e pesquisadora na UMC. Empresária e referência na educação profissional, é sócia-fundadora da Faculdade FEX Educação, única faculdade especializada em criação de universidades e educação corporativa personalizada.

Lidera mais de 1000 empresas com treinamentos e cursos com validade acadêmica.

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