A estudante Ingrid Reis Santos, de 21 anos, que foi atingida por um tiro de bala perdida na noite da segunda-feira (11), morreu na porta de casa, no Centro de

Redação Publicado em 13/04/2022, às 00h00 - Atualizado às 08h22
A estudante Ingrid Reis Santos, de 21 anos, que foi atingida por um tiro de bala perdida na noite da segunda-feira (11), morreu na porta de casa, no Centro de São Paulo, segundo o tio da vítima.
“Morreu na porta de casa por uma bala perdida. Muito difícil para a gente mesmo”, afirmou João José dos Santos.
“Sempre que precisava, estava ajudando os pais, estava junto, foi um momento muito difícil que a gente não esperava jamais. A família está arrasada, o pai dela, a mãe, todos nós. Sou tio e padrinho, dói muito”, completou.
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Ingrid Reis Santos tinha 21 anos quando foi baleada e morta por um PM de folga, segundo a Polícia Civil. Agente havia reagido a tentativa de assalto e fez 3 disparos: a jovem foi baleada e morreu; outra mulher foi ferida e suspeito também foi atingido — Foto: Reprodução/Arquivo pessoal e TV Globo
Ingrid estava a caminho do curso de administração quando foi atingida pelo disparo. Ela e uma outra mulher passavam pela calçada da Rua Vitória, próximo à Avenida Rio Branco, quando foram atingidas pelos tiros. Ingrid foi atingida no peito e morreu no local. A outra mulher baleada foi socorrida por uma ambulância e levada com um ferimento na barriga até o Pronto Socorro da Santa Casa de Misericórdia.
De acordo com a investigação policial, o tenente da Polícia Militar Carlos Eduardo da Silva Filho, de 23 anos, sacou a arma e fez três disparos quando foi abordado por um assaltante. Ele atirou no suspeito, mas também baleou as duas mulheres. O tenente foi indiciado por homicídio culposo, sem intenção de matar.
O delegado do Departamento de Homicídios considerou que o tenente agiu com negligência. Ele pagou fiança de R$ 10 mil e irá responder pelo crime em liberdade.
A família de Ingrid foi até o Instituto Médico-Legal (IML) nesta terça (12) para cuidar da liberação do corpo.
A estudante trabalhava durante o dia e estudava administração de empresas na Etec Santa Ifigênia, próximo ao local onde morreu. Ela iria se formar em julho.
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G1
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