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Trump sanciona decreto que proíbe entrada de cidadãos de 12 países nos EUA; veja quais

Além dos 12 países com proibição total, sete nações terão restrições parciais devido à segurança de vistos

Medida visa proteger os EUA de 'terroristas estrangeiros' e entra em vigor nesta segunda-feira - Imagem: Reuters/Jonathan Ernst

Karina Faleiros Publicado em 08/06/2025, às 17h48

O decreto do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que impede a entrada de cidadãos de 12 países no território americano, passa a valer às 1h01 (horário de Brasília) desta segunda-feira (9). Segundo Trump, a medida visa proteger os EUA de "terroristas estrangeiros". Os países afetados pela proibição total são Afeganistão, Mianmar, Chade, República do Congo, Guiné Equatorial, Eritreia, Haiti, Irã, Líbia, Somália, Sudão e Iêmen.

Outros sete países – Burundi, Cuba, Laos, Serra Leoa, Togo, Turcomenistão e Venezuela – sofrerão restrições parciais. De acordo com o presidente, essas nações abrigam uma "presença em larga escala de terroristas", não colaboram com a segurança de vistos, não possuem mecanismos eficazes para verificar a identidade dos viajantes e têm registros criminais precários, além de altas taxas de permanência irregular nos EUA.

Trump citou como justificativa o ataque ocorrido no último domingo em Boulder, no Colorado, quando um cidadão egípcio lançou uma bomba de gasolina contra manifestantes pró-Israel. O Egito, no entanto, não está entre os países afetados pela medida.

A nova proibição integra a política de Trump de endurecimento das regras migratórias e remete a uma decisão semelhante adotada em seu primeiro mandato, que barrou viajantes de sete países de maioria muçulmana. Em reação, o presidente do Chade, Mahamat Idriss Déby Itno, anunciou a suspensão da emissão de vistos para cidadãos norte-americanos.

"O Chade não tem aviões para oferecer nem bilhões de dólares para dar, mas o Chade tem sua dignidade e seu orgulho", afirmou Déby em uma publicação no Facebook, em referência a países como o Catar, que presentearam os EUA com aeronaves de luxo e prometeram grandes investimentos.

Parlamentares do Partido Democrata também criticaram a medida

"A proibição de viagem de Trump para cidadãos de mais de 12 países é draconiana e inconstitucional", escreveu o deputado Ro Khanna nas redes sociais na última quinta-feira. "As pessoas têm o direito de buscar asilo."

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