Ex-banqueiro está em cela comum na Superintendência da Polícia Federal em Brasília; advogados alegam estrutura precária
Redação Publicado em 21/05/2026, às 18h33
A defesa de Daniel Vorcaro pediu ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, a transferência do ex-controlador do Banco Master da Superintendência da Polícia Federal em Brasília para o 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como “Papudinha”.
O pedido foi protocolado poucos dias depois de Vorcaro ser retirado de uma sala especial e encaminhado para uma cela comum destinada a presos em trânsito dentro da sede da PF. Segundo a defesa, o espaço atual apresenta condições mais restritivas do que o anterior, com estrutura considerada precária e limitações no atendimento ao detento.
Os advogados afirmam ainda que a nova acomodação não oferece banheiro separado nem chuveiro, o que, na avaliação da equipe jurídica, comprometeria as condições mínimas de permanência. Outro ponto levantado é a restrição ao acesso dos advogados, que passou a ocorrer em duas janelas diárias de 30 minutos.
As mudanças na custódia ocorreram após autorização do próprio ministro para que Vorcaro seguisse as regras padrão aplicadas a presos sob responsabilidade da PF. Antes da alteração, ele estava em uma sala especial que já chegou a ser utilizada por outras autoridades, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Além do pedido da defesa, o gabinete de Mendonça também analisa uma solicitação da própria Polícia Federal, que defende a transferência de Vorcaro para a Penitenciária Federal de Brasília. Com a rejeição da proposta de delação premiada apresentada pela defesa, a corporação avalia que não há mais necessidade de mantê-lo nas dependências da superintendência, onde ocorreram as tratativas iniciais de colaboração.
O caso segue sob análise do STF. Até o momento, não há decisão sobre nenhum dos pedidos — nem o da defesa, nem o encaminhado pela PF. Paralelamente, os advogados ainda tentam avançar em negociações de um eventual acordo de colaboração com a Procuradoria-Geral da República.