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Brasil busca novos mercados para reduzir impacto do tarifaço dos EUA, afirma ministro

Com a taxação americana, Brasil acelera diversificação de mercados, abrindo mais de 390 novos destinos nos últimos anos

Ministro também criticou o governo Donald Trump, afirmando que, em menos de oito meses, os Estados Unidos enfrentam sinais de recessão, alta do desemprego e inflação - Imagem: Ayrton Vignola/Fiesp

Redação Publicado em 10/08/2025, às 09h39

O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, classificou como “contraproducente” a mistura de pautas políticas e econômicas nas relações entre Estados Unidos e Brasil.

Durante participação no seminário Esfera Infra, neste sábado (9), no Recife, ao lado dos ministros das Cidades, Jader Filho, e da Controladoria-Geral da União (CGU), Vinícius de Carvalho, Costa Filho disse que o tarifaço aplicado pelos norte-americanos terá efeitos negativos sobre o emprego, mas ressaltou que o Brasil já está trabalhando para reduzir os prejuízos, ampliando o acesso a novos mercados e destinos para seus produtos.

“Infelizmente, a decisão [dos EUA] foi contaminada por interesses ligados à agenda de anistia defendida por setores bolsonaristas mais radicais. Isso é contraproducente para o país, porque emprego não é de direita nem de esquerda. É do povo brasileiro. Estamos prejudicando milhares de empresas com essa taxação”, afirmou.

O ministro também criticou o governo Donald Trump, afirmando que, em menos de oito meses, os Estados Unidos enfrentam sinais de recessão, alta do desemprego e inflação, com reflexos negativos na economia global.

Por outro lado, destacou que a medida norte-americana fortalece a estratégia brasileira de diversificar mercados. “Nos últimos dois anos e meio, o governo Lula abriu mais de 390 novos mercados. Não gostaríamos que essa decisão tivesse ocorrido, mas, diante dela, o setor produtivo vai acelerar o processo de expansão para a Ásia, Europa e outros países”, disse.

Jader Filho, por sua vez, disse acreditar que haverá pressão interna nos EUA para rever a política externa do país. “Tenho a impressão de que as lideranças norte-americanas vão trabalhar para que essa tensão diminua e acabe essa postura que está dominando a política internacional dos Estados Unidos”, comentou.

Já Vinícius de Carvalho alertou que o governo Trump suspendeu normas que puniam empresas norte-americanas envolvidas em corrupção no exterior. Ele ressaltou que, desde o fim da ditadura militar, o Brasil vem fortalecendo instituições e mecanismos de cooperação internacional e governança multilateral, inclusive no combate à corrupção, segundo informações da Agência Brasil.

“Esse enfrentamento é sustentado por três pilares: transparência, fiscalização e aplicação de sanções, sempre aliado ao fortalecimento do Estado e à participação da sociedade civil”, concluiu.

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