Campanha nacional mira grupos mais vulneráveis e tenta frear quadros graves associados à influenza
Lívia Gennari Publicado em 27/03/2026, às 12h00 - Atualizado às 13h23
A campanha nacional de imunização contra a gripe tem início neste sábado (28), em todo o país, levando em consideração um cenário de crescimento das doenças respiratórias.
De acordo com dados preliminares do Ministério da Saúde, o Brasil soma mais de 14 mil casos de síndrome respiratória aguda grave neste ano, com a influenza figurando entre os principais agentes associados aos quadros mais críticos. Diante desse cenário, a expectativa é aumentar a adesão à vacinação nas próximas semanas, sobretudo entre os grupos com maior risco de complicações.
Mais de 15 milhões de doses já foram enviadas aos estados para abastecer as unidades de saúde. A estratégia do Sistema Único de Saúde (SUS) concentra esforços em grupos prioritários, como idosos, crianças pequenas, gestantes e pessoas com condições de saúde que aumentam o risco de agravamento. Profissionais das áreas de saúde e educação também integram o público-alvo da campanha, definida com base na maior vulnerabilidade a internações e óbitos.
Diferença entre gripe e resfriado
A gripe é causada por vírus da família Orthomyxoviridae, principalmente dos tipos A e B, responsáveis pelas infecções em humanos. Embora muitas vezes confundida com o resfriado, a influenza costuma provocar sintomas mais intensos, como febre alta, dores no corpo, fadiga acentuada e piora rápida do estado geral, sinais que exigem atenção, sobretudo em pessoas mais frágeis.
A recomendação de vacinação anual está ligada a duas características do vírus. A primeira é sua capacidade de sofrer mutações frequentes, o que exige a atualização da fórmula do imunizante todos os anos, conforme as cepas mais circulantes no mundo. A segunda é a redução gradual da proteção ao longo do tempo, especialmente entre idosos e pacientes com doenças crônicas, o que reforça a importância de manter o esquema vacinal em dia.