Gripe Aviária

Ministro da agricultura afirma Brasil pode retomar status de livre de gripe aviária em 28 dias

Carlos Fávaro explica que a normalização das exportações será gradual, dependendo da ausência de novos casos da doença

Carlos Fávaro explica que a normalização das exportações será gradual, dependendo da ausência de novos casos da doença - Imagem: Reprodução / Wilson Dias / Agência Brasil

Gabriela Thier Publicado em 19/05/2025, às 18h41

O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, anunciou nesta segunda-feira (19) que o Brasil está a um passo de recuperar seu status de país livre de gripe aviária. Essa reclassificação poderia permitir a retomada das exportações de carne de frango, desde que não sejam registrados novos casos da doença em um intervalo de 28 dias.

Em declaração à imprensa, Fávaro enfatizou a importância de medidas rigorosas para conter a disseminação do vírus. "A realização do bloqueio e o rastreamento de todas as saídas da granja são cruciais. A destruição dos produtos afetados reduz significativamente o risco de novos surtos. Assim, respeitando o período de 28 dias — que é o tempo necessário para que o ciclo do vírus se extinga — podemos retomar nossa confiança", explicou.

O ministro destacou que, caso não ocorram novas infecções nesse período, será possível comunicar ao mercado que o Brasil poderá ser considerado novamente livre da gripe aviária. "Isso nos permitirá restabelecer a confiança junto aos compradores internacionais", acrescentou.

No entanto, Fávaro alertou que a normalização das exportações não será imediata. Ele ressaltou que mesmo com a recuperação do status sanitário, a reabertura dos mercados ocorrerá gradativamente. "Não significa que todos os mercados serão reabertos de uma só vez. Muitas nações irão realizar questionamentos e tirar dúvidas sobre as condições sanitárias", ponderou.

O ministro também comentou sobre as restrições impostas anteriormente por alguns países. "Após os 28 dias sem novos casos, poderemos assegurar com segurança que o Brasil volta a ser reconhecido como livre da gripe aviária. É provável que aqueles países que impuseram restrições ao Brasil voltem a limitar suas proibições apenas ao Rio Grande do Sul ou a regiões específicas, seguindo um processo gradual de normalização", afirmou.

Fávaro também mencionou o interesse da China em reiniciar as importações de carne de frango proveniente do Rio Grande do Sul, após ter suspendido essas compras no ano passado devido à detecção de um caso da doença de Newscastle em uma granja comercial no estado. "A China estava prestes a retomar as importações, pois se mostraram satisfeitos com os relatórios recebidos sobre a situação da doença. Durante a recente missão do presidente Lula à China, a GACC (Administração Geral de Supervisão da Qualidade, Inspeção e Quarentena) indicou estar satisfeita com as informações fornecidas e, possivelmente, irá eliminar as restrições relacionadas ao Rio Grande do Sul", afirmou o ministro.

Por fim, Fávaro lamentou que novas restrições tenham surgido por outro motivo não relacionado diretamente à gripe aviária, evidenciando os desafios contínuos enfrentados pelo setor agropecuário brasileiro.

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