Estado de São Paulo já soma 44 casos, superando os registros de anos anteriores; Ministério da Saúde intensifica monitoramento e prevenção às regiões afetadas
Lívia Gennari Publicado em 27/07/2025, às 21h00
A febre oropouche, que até 2023 era registrada quase exclusivamente na Região Amazônica, tem se espalhado com rapidez pelo território nacional. Em 2025, o vírus já foi identificado em 18 estados e no Distrito Federal, totalizando mais de 2.790 casos confirmados até agora, e a tendência é de crescimento.
A doença é causada por um vírus transmitido pelo mosquito Culicoides paraensis, conhecido popularmente como maruim ou mosquito-pólvora, encontrado em todas as regiões do país. Os sintomas são parecidos com os da dengue e chikungunya, incluindo febre, dores de cabeça, musculares e nas articulações. Além disso, a infecção pode provocar complicações graves na gestação, como microcefalia, malformações e até óbito fetal, o que levou o Ministério da Saúde a recomendar medidas reforçadas de proteção para gestantes em áreas afetadas.
O estado de São Paulo já contabilizou 44 casos de febre oropouche neste ano, segundo o Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE). A maioria das infecções ocorreu na região de Registro, no interior paulista, em municípios como Cajati, Juquiá, Miracatu, Eldorado, Pedro de Toledo, Itariri e Sete Barras, além de Ubatuba, no Litoral Norte. Uma morte está em investigação.
Diante da expansão da febre oropouche, o Ministério da Saúde intensificou o monitoramento e tem realizado reuniões técnicas e visitas aos estados para orientar a notificação e investigação dos casos. O objetivo é garantir respostas rápidas e eficazes, além de orientar ações de prevenção e controle para conter a disseminação da doença. As medidas incluem reforço na vigilância epidemiológica, campanhas de conscientização sobre a proteção contra mosquitos e o fortalecimento da capacidade dos serviços de saúde para o diagnóstico e atendimento dos pacientes.
Com o número de mortes já maior do que no ano anterior, autoridades em saúde reforçam a importância da vigilância e do combate aos mosquitos, especialmente em regiões com ocorrência confirmada da febre de oropouche.