COLUNA

A Inaceitável Repressão Chinesa e Norte-Coreana contra o Cristianismo

A resistência dos cristãos em ambientes hostis mostra a força da fé, mesmo diante de perseguições severas e monitoramento estatal - Imagem: Reprodução | IA

Ricardo Sayeg Publicado em 17/11/2025, às 07h32

Enquanto setores da esquerda proclamam monopolizar o discurso dos direitos humanos, é precisamente nos regimes de matriz comunista que se observam graves perseguições ao Cristianismo, conforme amplamente registrado por organismos internacionais.

Sob o ponto de vista constitucional, a violação aos direitos humanos fundamentais é inexorável e moralmente perturbadora. Imagino o horror que seria ser perseguido por professar minha fé inquebrantável em Jesus.

Jamais O negaria e, por isso, enfrentaria, como tantos ao longo da história, as terríveis consequências impostas pelos opressores. 

Em coro, cantamos com Rose Nascimento: “Não vou te negar, não vou te trair. Permanecerei sendo sempre fiel a ti. Prefiro morrer do que me render. Essa é a minha fé. Eu não vou ceder … Morrerei por meu Senhor.

Com efeito, o relatório World Watch List 2025, da organização Open Doors, confirma que o Cristianismo permanece como a fé mais perseguida do planeta. A partir dessa constatação, torna-se impossível ignorar o peso da repressão contemporânea na China e na Coreia do Norte.

Na China, vigora o programa oficial de sinicização, documentado pelos relatórios da Pew Research Center e da Christian Solidarity Worldwide (CSW). O regime chinês exige que todas as religiões se submetam aos valores do Partido Comunista Chinês, o que tem resultado na remoção de cruzes, demolição de templos e prisão de pastores e líderes cristãos sob acusações de violar normas de segurança nacional. Segundo a CSW, diversas igrejas foram obrigadas a instalar câmeras de vigilância conectadas ao aparato estatal. A Brookings Institution analisa a expansão do sistema chinês de monitoramento digital e reconhecimento facial, afetando, inevitavelmente, a prática religiosa. É a repressão da fé monitorada sob o olhar algorítmico incessante.

Na Coreia do Norte, a repressão é ostensiva. De acordo com a Open Doors e com outras organizações de direitos humanos, possuir uma Bíblia, participar de um culto ou simplesmente declarar-se cristão pode resultar em prisão e envio a campos de trabalho forçado. Estima-se que dezenas de milhares de cristãos estejam detidos em instalações marcadas por fome, violência e exaustão extrema. 

Nestes regimes busca-se impor que o culto à personalidade do ditador substitua qualquer transcendência. O Estado reivindica para si o lugar do sagrado.

E, ainda assim, com a graça de Deus, o Cristianismo resiste. Nossa fé não se dobra. Cristãos chineses e norte-coreanos mesmo assim louvam e oram. Nenhum regime há de silenciar o sopro divino que habita o espírito cristão.

Defender os cristãos perseguidos é imperativo civilizatório. É defender a dignidade humana, inclusive de quem não professa a fé cristã.

Jesus Cristo inaugurou o humanismo para toda a humanidade ao afirmar que todos somos filhos de Deus. Ele é o ícone dos Direitos Humanos.

Por isso, a perseguição anticristã é, em última análise, atentado contra a própria humanidade. Onde o Cristianismo é banido, o mal impera. Os vulneráveis são mascarados ou escravizados.

Isto não podemos permitir. Que o mundo desperte antes que o Leviatã anticristão devore a todos nós!

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