
por Ricardo Sayeg
Publicado em 03/11/2025, às 08h01
A Ministra Assusete Magalhães é um dos nomes mais respeitados e luminosos da magistratura brasileira contemporânea. Juíza federal de carreira, galgou cada degrau da vida pública com a serenidade dos que servem à Justiça por vocação e com a firmeza dos que têm na alma o sentido do dever.
Sua trajetória no Superior Tribunal de Justiça (STJ) traduz a essência de uma magistrada competente e corajosa, para quem a aplicação do Direito é mediada pela equidade e pelo compromisso com a justiça.
Mais do que uma intérprete da lei, a Ministra Assusete é uma guardiã da justiça substancial.
Sua atuação no STJ foi primorosa e se notabilizou pela ponderação e pela erudição, mas, sobretudo, pela justiça que aplicou a cada decisão.
Ao aplicar o ordenamento jurídico, a Ministra sempre atendeu aos fins sociais e às exigências do bem comum, resguardando e promovendo a dignidade da pessoa humana e observando os princípios da proporcionalidade, razoabilidade, legalidade, publicidade e eficiência.
Seu olhar alcançou o ser humano que está por trás do processo, a dor que as folhas dos autos não revelam e a esperança que o Direito pode restaurar.
É referência entre todas as juristas. Seu compromisso de justiça e amor à vida pública transcende sua pessoa e floresce em sua filha, Ana Carolina Magalhães, na mais pura linhagem de mulheres do Direito. Ana Carolina é sua obra-prima: procuradora do Distrito Federal e advogada de brilho incomum, honra o nome e o exemplo da mãe, afirmando-se como uma das grandes representantes de sua geração.
Na advocacia, sua contribuição como Conselheira Federal da OAB é imensurável: traz o olhar técnico, sensível e moderno de quem compreende que a advocacia é instrumento de transformação social.
Em Ana Carolina perpetua-se a herança moral e espiritual da Ministra Assusete, de integridade, coragem e justiça. Ambas representam o que há de mais nobre na mulher brasileira: a força, a sensibilidade, a sabedoria serena e a fé inquebrantável em sua missão.
Ambas são mulheres de Deus, guerreiras e inabaláveis, que não esmorecem no múnus público nem nas lutas da vida privada.
A Ministra Assusete Magalhães, em vida, já edificou um legado que transcende os autos e as sentenças. Deixa uma linhagem de justiça e amor, que segue viva em sua filha Ana Carolina e em todas aquelas mulheres juristas que se inspiram em sua trajetória exemplar.
São, ambas, Assusete e Ana Carolina, apóstolas da vitória da luz sobre a indiferença, da razão temperada pela compaixão e da Justiça feita não apenas com suas mentes privilegiadas, mas também com a alma e o coração.
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