Investigação Federal

Relatório da PF cita ex-mulher de Toffoli em apurações sobre relações com dono do Banco Master

Documento enviado ao STF menciona propostas de contratos e autorização de uso de aeronave; advogada nega atuação nos processos e afirma não ter utilizado jatinho.

Sede do Supremo Tribunal Federal, em Brasília, onde tramita investigação relacionada ao caso Master - Imagem: Reprodução

Ana Beatriz Publicado em 14/02/2026, às 19h22

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O relatório da Polícia Federal que apura as relações entre o banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli menciona a advogada Roberta Rangel, ex-esposa do magistrado. As informações foram divulgadas inicialmente pelo jornal O Globo e constam em documento encaminhado ao Supremo.

Segundo o relatório, mensagens encontradas no celular de Vorcaro fazem referência a propostas de contratos à advogada em dois processos de interesse do empresário: a Operação Fundo Fake, que investigou fraudes em fundos de pensão municipais em 2020, e o julgamento da Ação Direta de Constitucionalidade 81, que tratava de restrições à criação de cursos de medicina no país.

De acordo com a apuração, Vorcaro também teria citado Roberta Rangel em conversa com um funcionário da empresa Prime You, responsável pela operação de suas aeronaves. Em uma das mensagens, o banqueiro teria encaminhado autorização para que a advogada utilizasse um jatinho em viagem de Brasília, no Distrito Federal, para Ourinhos, no interior de São Paulo, em março de 2025.

Dias Toffoli e Roberta Rangel foram casados por 12 anos e se separaram no início de 2025. À reportagem, a advogada negou ter usado a aeronave do empresário e afirmou que não atuou nas ações mencionadas no relatório. Ela declarou, no entanto, que “pode ter constado” em procuração na defesa de Vorcaro no âmbito da Operação Fundo Fake.

As informações integram o relatório da Polícia Federal enviado ao STF, no contexto das investigações relacionadas ao caso Master, que apura suspeitas de fraudes bilionárias envolvendo o banco. Após o avanço das apurações, o ministro Dias Toffoli deixou a relatoria do processo, que foi redistribuído ao ministro André Mendonça.

O Supremo Tribunal Federal ainda não divulgou novos posicionamentos sobre o conteúdo do relatório. As investigações seguem em andamento.

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