Articulação política

Messias articula apoio no Senado e se reúne com Pacheco para viabilizar ida ao STF

Reunião visa pacificar relações entre Executivo e Legislativo em momento delicado

Expectativa é que sabatina de Messias seja menos turbulenta após articulações prévias - Imagem:José Cruz/Agência Brasil

Letícia Sales Publicado em 15/01/2026, às 14h43

O advogado-geral da União, Jorge Messias, manteve uma reunião reservada com o ex-presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), no fim de dezembro, em Brasília, como parte das articulações para viabilizar sua indicação ao Supremo Tribunal Federal (STF). O encontro, segundo relatos de interlocutores, teve como foco a construção de apoio político e a pacificação de relações no Congresso.

A conversa teria durado cerca de uma hora e ocorreu em um momento sensível da relação entre Executivo e Legislativo. Isso porque havia expectativas, dentro do Senado, de que Pacheco fosse escolhido para a vaga deixada pelo ministro Luís Roberto Barroso, hoje presidente da Corte. A possibilidade de indicação de Messias gerou ruídos políticos, especialmente antes da eleição de Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) para a presidência do Senado.

De acordo com pessoas próximas às negociações, o diálogo entre Messias e Pacheco ajudou a reduzir tensões e alinhar interesses, abrindo caminho para uma relação considerada hoje mais estável. As assessorias de ambos, no entanto, não confirmaram oficialmente a realização do encontro.

Mesmo durante o recesso do Congresso Nacional, que segue até 2 de fevereiro, Messias tem mantido uma agenda ativa de conversas com senadores para garantir apoio à sua eventual indicação. Recentemente, ele se reuniu com o presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, Otto Alencar (PSD-BA), na Bahia.

O encontro foi confirmado pelo próprio senador, que afirmou aguardar o envio da mensagem oficial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Senado para dar início ao processo de indicação. Otto evitou comentar sobre a possível data da sabatina e ressaltou que não costuma consultar colegas sobre o sentido do voto, já que a escolha é feita por meio de votação secreta.

A expectativa no entorno do governo é de que, uma vez formalizada a indicação, Messias enfrente um processo de sabatina menos turbulento, apoiado por uma articulação prévia junto às principais lideranças do Senado.

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