A Justiça da Itália aceitou, nesta quinta-feira (26), o pedido de extradição da ex-deputada Carla Zambelli feita pelo governo brasileiro
William Oliveira Publicado em 26/03/2026, às 11h39
A Justiça da Itália aceitou, nesta quinta-feira (26), o pedido de extradição da ex-deputada federal Carla Zambelli, solicitado pelo governo brasileiro. A decisão foi tomada pela Corte de Apelações, responsável por analisar demandas internacionais desse tipo.
Apesar do avanço, a medida ainda não é definitiva. A defesa da ex-parlamentar pode recorrer, e a extradição também depende do aval do Ministério da Justiça da Itália.
Caso a decisão seja mantida, Zambelli deverá ser enviada ao Brasil para cumprir pena na Penitenciária Feminina do Distrito Federal (PFDF), conhecida como Colmeia.
Zambelli foi condenada em dois processos com trânsito em julgado. No primeiro, recebeu pena de 10 anos e 8 meses de prisão por ser considerada autora intelectual da invasão ao sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). No segundo, foi condenada a 5 anos e 3 meses por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal, após perseguir um homem armada nas ruas, às vésperas das eleições de 2022.
Após a condenação no caso do CNJ, a ex-deputada deixou o Brasil e se refugiou na Itália. A Procuradoria-Geral da República (PGR) solicitou sua prisão preventiva, medida autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que também determinou a inclusão do nome da ex-parlamentar na lista vermelha da Interpol.
Zambelli foi presa em 29 de julho, em um apartamento em Roma. A detenção foi decretada pela Justiça italiana, que apontou risco de fuga caso ela permanecesse em liberdade.
No campo político, a Câmara dos Deputados chegou a abrir um processo de cassação do mandato da parlamentar, mas o pedido foi inicialmente rejeitado. Posteriormente, o STF anulou a decisão e determinou a perda do mandato. Após a decisão judicial, Zambelli renunciou ao cargo.