Crise do PT em São Paulo pode redefinir a eleição e gera tensão nos bastidores

Cenário político no maior colégio eleitoral do país impõe obstáculos à esquerda e condiciona decisões sobre candidaturas em 2026

Nomes como Fernando Haddad e Geraldo Alckmin são cogitados, mas suas intenções de candidatura ainda são incertas - Imagem: Reprodução | @hugobarretophoto

Marina Milani Publicado em 16/02/2026, às 09h16

A baixa competitividade do Partido dos Trabalhadores no estado de São Paulo volta a pesar nas articulações para a próxima eleição ao governo paulista. O cenário é visto por aliados como um fator de resistência natural a eventuais candidaturas da sigla, inclusive de nomes de projeção nacional.

Entre os mais citados estão o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin. Haddad disputou o Palácio dos Bandeirantes em 2022 e foi derrotado no segundo turno pelo atual governador, Tarcísio de Freitas. Até o momento, ele não confirmou se pretende tentar novamente o cargo.

Alckmin, por sua vez, já declarou publicamente que considera encerrado seu ciclo como governador — função que exerceu por múltiplos mandatos — e sinalizou não ter prioridade pessoal em uma nova disputa estadual.

Outros nomes do campo governista também aparecem em conversas preliminares sobre uma possível candidatura ao governo paulista. Entre eles estão a ministra do Planejamento, Simone Tebet; a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva; e o ministro do Empreendedorismo, Márcio França.

França já manifestou disposição para concorrer, mas condiciona a decisão à estratégia nacional conduzida pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ao desenho das alianças partidárias. Nos bastidores, lideranças avaliam que, diante da força de grupos de centro e de direita no estado, a definição de um nome competitivo dependerá de ampla coalizão e forte coordenação política.

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