Em nota conjunta, países latino-americanos defendem diálogo e solução diplomática para encerrar o conflito na região
Erika Osti Publicado em 13/03/2026, às 15h00
Os governos do Brasil, do México e da Colômbia divulgaram nesta sexta-feira (13) uma declaração conjunta pedindo um cessar-fogo imediato no conflito no Oriente Médio e a retomada de negociações diplomáticas entre os países envolvidos. No comunicado, as três nações afirmam que a interrupção das hostilidades é fundamental para abrir espaço ao diálogo e à busca de uma solução política e negociada para a crise que tem elevado a tensão internacional nas últimas semanas.
No texto, os governos destacam que consideram indispensável a paralisação imediata dos combates para permitir avanços nas conversas e evitar o agravamento da situação. O posicionamento reforça que divergências entre Estados devem ser tratadas por meio da diplomacia internacional, respeitando os princípios de solução pacífica de controvérsias.
Além do apelo pela interrupção da violência, Brasil, México e Colômbia manifestaram disposição para colaborar com iniciativas que ajudem a restabelecer a confiança entre as partes e contribuam para processos de paz na região. Segundo a nota, a prioridade deve ser a construção de um caminho político e negociado que permita reduzir as tensões e alcançar uma solução duradoura para o conflito.
A manifestação ocorre em meio à escalada de confrontos envolvendo Israel, Estados Unidos e Irã. Nas últimas semanas, ataques militares voltaram a intensificar o clima de instabilidade na região. Pela segunda vez em menos de um ano, Israel e os Estados Unidos realizaram ofensivas contra o território iraniano em meio a negociações sobre o programa nuclear e o desenvolvimento de mísseis balísticos do país.
As divergências em torno do programa nuclear do Irã são um dos principais pontos de tensão internacional. Estados Unidos e Israel acusam Teerã de tentar desenvolver armas nucleares, enquanto o governo iraniano afirma que o programa tem fins exclusivamente pacíficos e já se mostrou disposto a aceitar inspeções internacionais. Israel, por outro lado, nunca permitiu inspeções externas em seu próprio programa nuclear.
As atuais tensões têm raízes históricas que remontam à Revolução Islâmica de 1979, quando a monarquia iraniana aliada aos Estados Unidos foi derrubada. Desde então, o Irã enfrenta sanções econômicas impostas principalmente por Washington e aliados.
No Brasil, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a criticar os conflitos armados que ocorrem no mundo. Ao comentar os impactos da guerra no preço do petróleo e do diesel, o presidente classificou as guerras como uma “irresponsabilidade”, defendendo a necessidade de soluções negociadas para evitar prejuízos humanitários e econômicos globais.