Bolsonaro deixa hospital após três semanas internado por complicações intestinais

Ex-presidente passou por cirurgia complexa para tratar sequelas da facada de 2018 e continuará recuperação em casa

Bolsonaro passou por sete intervenções cirúrgicas desde o atentado sofrido em 2018 - Imagem: Reprodução | Redes Sociais

Lívia Gennari Publicado em 04/05/2025, às 16h44

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) recebeu alta médica na manhã deste domingo (4), após passar três semanas internado no Hospital DF Star, em Brasília. Ele foi submetido a uma cirurgia de 12 horas para tratar uma obstrução intestinal. Segundo a equipe médica, o procedimento foi um dos mais complexos já enfrentados pelo ex-presidente desde o atentado que sofreu durante a campanha presidencial de 2018.

Ele deixou o hospital caminhando, acompanhado da esposa, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, e dos médicos Cláudio Birolini e Leandro Echenique.

A internação teve início em 13 de abril, quando Bolsonaro foi transferido do Rio Grande do Norte para a capital federal. Ele havia passado mal durante um evento do Partido Liberal em Santa Cruz, no interior do estado nordestino e, após avaliação inicial, os médicos optaram por transferi-lo para uma unidade com maior estrutura. Em Brasília, foi realizada a cirurgia para retirada de aderências intestinais.

Durante a internação, Bolsonaro passou duas semanas na unidade de terapia intensiva (UTI). Nesse período, retomou gradualmente a alimentação via oral, passou por sessões diárias de fisioterapia motora e recebeu cuidados para prevenir complicações como trombose venosa.

Birolini, que conduziu o procedimento cirúrgico, afirmou que, embora o quadro seja estável, a recuperação exige cuidados. A recomendação da equipe médica é que Bolsonaro mantenha uma dieta pastosa nos próximos dias e evite esforços físicos intensos. Visitas também devem ser reduzidas.

Esta foi a sétima intervenção cirúrgica pela qual Bolsonaro passou desde o atentado de 2018. Desde então, o ex-presidente já enfrentou diversas complicações no trato digestivo, incluindo episódios de obstrução intestinal e aderências, comuns em casos como o dele.

Agora em casa, Bolsonaro seguirá sob monitoramento médico e deve continuar o processo de reabilitação com suporte especializado. A previsão é de que ele mantenha a rotina de fisioterapia e acompanhamento clínico para garantir uma recuperação completa. Ainda não há data definida para o retorno às atividades políticas presenciais.

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