Operação Olhos de Águia apura supostas irregularidades cometidas por agentes em Itapira, Mogi Guaçu e Holambra
Lívia Gennari Publicado em 15/09/2025, às 12h21
A Polícia Militar, em conjunto com o Ministério Público e o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), deflagrou nesta segunda-feira (15) a Operação Olhos de Águia, voltada contra guardas municipais suspeitos de corrupção e extorsão. Mandados de prisão e de busca e apreensão estão sendo cumpridos, no interior de São Paulo.
As prisões ocorreram nas cidades de Itapira, Mogi Guaçu e Holambra. Durante a operação, três guardas municipais de Itapira foram detidos. De acordo com o Ministério Público, as investigações apontam que os agentes exigiam dinheiro de traficantes para evitar prisões em flagrante. Em um dos casos, uma pessoa chegou a ser detida de maneira irregular por se recusar a pagar a quantia exigida.
A investigação teve início após denúncias de que agentes municipais exigiam pagamentos de traficantes, principalmente em Itapira. Para a operação, foram mobilizados 40 policiais do 1° Batalhão de Ações Especiais de Polícia (Baep), sete servidores do Ministério Público e cinco promotores de Justiça.
O nome da operação, Olhos de Águia, faz referência à “visão além das aparências”, destacando a investigação de ações ilícitas praticadas por agentes que deveriam cumprir a lei. A ação segue em andamento e os suspeitos podem responder por extorsão, corrupção passiva, falso testemunho e falsa comunicação de crime.
Prefeitura comenta o caso
Em nota, a administração e a Guarda Municipal de Itapira afirmaram que não compactuam com práticas criminosas ou abusivas e que estão comprometidos em esclarecer os fatos e afastar da corporação aqueles que desonram a função pública.
“Os atos praticados pelos três acusados não representam os valores, a conduta e o compromisso da Guarda Civil Municipal de Itapira, instituição reconhecida regionalmente pelo combate à criminalidade e na proteção da população", afirmou a administração municipal.