Funcionária foi alvo de mandado de busca e apreensão após denúncias de comercialização de remédios emagrecedores sem prescrição médica
Lívia Gennari Publicado em 05/12/2025, às 12h05
Uma técnica de enfermagem de 35 anos está sendo investigada pela Polícia Civil por suspeita de vender medicamentos emagrecedores de forma ilegal dentro do hospital em que trabalha, em Santos, no litoral paulista. Ela foi conduzida à delegacia na última terça-feira (2), após mandado de busca e apreensão nos locais onde supostamente armazenava os remédios.
As investigações tiveram início após denúncias de que a profissional e uma colega estariam comercializando Mounjaro (Tirzepatida) sem autorização, tanto no hospital quanto em suas residências. Com base nas informações recebidas, a 7ª Região Administrativa Judiciária (RAJ) de Santos determinou a apreensão em três endereços ligados às suspeitas.
Na operação, os policiais localizaram duas ampolas de Mounjaro na casa da técnica de enfermagem, no bairro Canto do Forte, em Praia Grande. Segundo a Polícia Civil, os medicamentos foram comprados sem prescrição médica, configurando tráfico ilegal de medicamentos. A mulher admitiu ter recebido os produtos pelo correio após pagar cerca de R$ 1 mil.
Ela prestou depoimento e foi liberada, mas os remédios e o celular dela foram apreendidos para auxiliar nas investigações. O caso foi registrado pelos crimes de contrabando e cumprimento de mandado de busca e apreensão.
O Hospital Ana Costa informou que as duas funcionárias envolvidas foram afastadas durante a apuração e que a instituição não faz parte das investigações.
"O hospital aguarda o encerramento do inquérito e está integralmente à disposição das autoridades", disse a unidade em nota.
Os medicamentos em questão, como Mounjaro, Ozempic e Wegovy, são injetáveis e atuam imitando um hormônio liberado após as refeições, chamado GLP-1, que ajuda a controlar o apetite e prolonga a sensação de saciedade.