Apoiadores da causa animal se reúnem na Avenida Paulista, após agressões que levaram à morte do animal em SC
Lívia Gennari Publicado em 27/01/2026, às 17h45
A mobilização pela morte do cão Orelha, ocorrida em Praia Brava, em Santa Catarina, chega a São Paulo neste domingo (1º). Convocado pela organização Cadeia Para Maus-Tratos, o protesto será realizado no vão do Masp, na Avenida Paulista, a partir das 10h, e cobra punição aos responsáveis pelo episódio.
Conhecido por moradores da região, Orelha tinha cerca de dez anos e era considerado um dos mascotes da Praia Brava. O bairro conta com estruturas destinadas a animais comunitários, como casinhas instaladas em pontos estratégicos, e o cachorro circulava livremente, convivendo com moradores e outros cães da área.
O animal foi encontrado no dia 15 de janeiro em estado grave por moradores, que o socorreram e o levaram a uma clínica veterinária. Diante da gravidade dos ferimentos provocados pelas agressões, Orelha acabou sendo submetido à eutanásia.
As investigações conduzidas pela Polícia Civil apontam, até o momento, ao menos quatro adolescentes suspeitos de participação no ataque. Na manhã da última segunda-feira (26), foram cumpridos mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos investigados.
O caso é acompanhado pelo Ministério Público estadual, por meio da 10ª Promotoria de Justiça da Capital, da área da Infância e Juventude, e da 32ª Promotoria de Justiça da Capital, vinculada à área do Meio Ambiente.
Se a participação dos adolescentes na morte do cão Orelha for confirmada, eles poderão ser responsabilizados por ato infracional, o que ocorre quando os envolvidos têm menos de 18 anos.
A repercussão do episódio também chegou ao meio político. Nesta terça-feira (27), a primeira-dama Janja Lula da Silva publicou uma nota de pesar pela morte de Orelha. Na manifestação, ela afirmou não compreender o que leva alguém a maltratar outro ser vivo, especialmente um animal indefeso, e declarou que o caso provoca “tristeza e indignação”.