Preso no Rio, “Rainha do gozo farto” é condenado a mais de 24 anos por roubo e extorsão

Foragido desde 2025, Iago de Souza Pilar usava perfis falsos em aplicativos para atrair vítimas e aplicar esquema de ameaças e chantagens

Iago de Souza Pilar foi preso no Rio após meses foragido e condenado a mais de 24 anos por esquema de roubo e extorsão - Imagem: Reprodução

Ana Beatriz Publicado em 25/03/2026, às 22h46

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A Polícia Civil do Rio de Janeiro prendeu, nesta quarta-feira (25), Iago de Souza Pilar, conhecido nas redes sociais pelo apelido “Rainha do gozo farto”. O suspeito estava foragido desde abril de 2025 e foi localizado em Realengo, na Zona Oeste da capital. Ele já havia sido condenado a mais de 24 anos de prisão pelos crimes de roubo majorado e extorsão qualificada.

De acordo com as investigações, Pilar utilizava perfis falsos em sites e aplicativos de relacionamento para atrair vítimas, principalmente homens. Com identidades diferentes e uso de codinomes, ele conseguia circular por diversas cidades sem levantar suspeitas, repetindo um padrão de atuação que chamou a atenção das autoridades.

Segundo a polícia, os encontros eram combinados pela internet. Durante as reuniões presenciais, as vítimas eram ameaçadas com faca e obrigadas a entregar dinheiro, bens e realizar transferências. Após o contato inicial, o esquema se estendia para uma segunda etapa ainda mais sofisticada de extorsão.

O investigado mantinha registros das conversas, incluindo prints de negociações e mensagens trocadas com as vítimas. Esse material era utilizado como instrumento de chantagem. A ameaça consistia na possível divulgação dos encontros para familiares ou pessoas próximas, o que aumentava a pressão psicológica e levava as vítimas a efetuarem novos pagamentos para evitar exposição.

As apurações indicam que a maioria dos alvos eram homens, muitos deles em relacionamentos, o que ampliava o medo de exposição pública e facilitava a continuidade da extorsão. Esse fator foi determinante para a recorrência dos crimes e para a dificuldade de denúncia por parte das vítimas.

A Polícia Civil informou que Pilar estava sendo monitorado há meses, após cruzamento de informações e análise do modo de operação. A prisão foi resultado de diligências que localizaram o suspeito na Zona Oeste do Rio.

Com base nas provas reunidas ao longo da investigação, a Justiça determinou a condenação a mais de 24 anos de prisão. Contra ele havia mandados de prisão definitiva, que foram cumpridos no momento da captura.

Após a prisão, Pilar foi encaminhado ao sistema prisional, onde permanecerá à disposição da Justiça para o cumprimento da pena.

Como funcionava o esquema

As investigações apontaram um padrão claro de atuação:

A Polícia Civil reforça que vítimas desse tipo de crime devem procurar as autoridades e registrar ocorrência, mesmo em casos envolvendo exposição pessoal.

Alerta das autoridades

Casos envolvendo extorsão por meio de aplicativos têm crescido nos últimos anos, impulsionados pelo uso de redes sociais e plataformas digitais. Especialistas alertam para cuidados básicos, como evitar encontros com desconhecidos em locais isolados e não compartilhar informações pessoais ou íntimas com pessoas recém-conhecidas.

A polícia também orienta que qualquer tentativa de chantagem seja imediatamente comunicada às autoridades, já que o pagamento não garante o fim das ameaças.

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