INVESTIGAÇÃO

Presidente da Alerj é preso em operação da PF por vazamento de informações sigilosas

Rodrigo Bacellar foi preso pela Polícia Federal na manhã desta quarta-feira (3) durante a Operação Unha e Carne, que investiga o possível vazamento de informações sigilosas relacionadas à prisão do ex-deputado TH Joias

Rodrigo Bacellar, presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro - Imagem: Divulgação

William Oliveira Publicado em 03/12/2025, às 12h02

O presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), deputado estadual Rodrigo Bacellar, foi preso pela Polícia Federal (PF) na manhã desta quarta-feira (3) durante a Operação Unha e Carne. A prisão preventiva ocorre no contexto de investigações sobre o possível vazamento de informações sigilosas relacionadas à Operação Zargun, que resultou na prisão do ex-deputado TH Joias em setembro.

As autoridades apuraram que a conduta de agentes públicos teria interferido nas investigações da Operação Zargun, prejudicando o andamento dos trabalhos.

Ação orquestrada pelo STF

A Operação Unha e Carne cumpriu um mandado de prisão preventiva, oito mandados de busca e apreensão e uma intimação para aplicação de medidas cautelares, todos expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

A ação integra um esforço mais amplo determinado pelo STF no julgamento da ADPF das Favelas, que autorizou a Polícia Federal a investigar as atividades dos principais grupos criminosos no estado e suas relações com agentes públicos.

Caso TH Joias 

A prisão de Bacellar está diretamente ligada ao caso de TH Joias (Thiego Raimundo dos Santos Silva), preso em 3 de setembro por envolvimento em tráfico de drogas, corrupção e lavagem de dinheiro. Ele é suspeito de negociar armas e suprimentos para o Comando Vermelho (CV).

TH Joias e Rodrigo Bacellar - Imagem: Reprodução

 

A PF identificou um esquema de corrupção que conectava lideranças do CV a agentes políticos e públicos, incluindo policiais militares e um delegado da própria PF. Segundo os investigadores, a organização criminosa se infiltrava na administração pública para garantir impunidade e acesso a informações sigilosas.

Além disso, a quadrilha operava na importação ilegal de:

Os envolvidos na operação responderão por crimes como organização criminosa, tráfico internacional de armas e drogas, corrupção ativa e passiva e lavagem de dinheiro. O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) já denunciou TH Joias e mais quatro indivíduos por associação para o tráfico de drogas e comércio ilegal de armas restritas ligadas ao Comando Vermelho.

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