Escândalo Financeiro

Polícia Federal apreende R$ 1,6 milhão e prende diretores do Banco Master

Banco Central bloqueou bens de administradores e suspendeu negociação de venda da instituição

Augusto Lima, ex-CEO do Banco Master, e outros diretores foram detidos em operação que investiga venda de títulos fraudulentos - Imagem: Reprodução/Redes Sociais

Gabriela Nogueira Publicado em 18/11/2025, às 14h45

A Polícia Federal realizou uma operação na manhã desta terça-feira, 18, que terminou com a apreensão de 1,6 milhão de reais na casa de Augusto Ferreira Lima, diretor do Banco Master. A ação faz parte de uma investigação que apura a venda de títulos de crédito fraudulentos supostamente comercializados pela cúpula da instituição financeira.

Augusto Lima, que já ocupou o cargo de CEO do banco, teve a prisão decretada e foi detido junto com outros três diretores. O empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, também foi preso após ser localizado em um aeroporto particular. Segundo a PF, ele tentava partir para Malta em um voo privado quando foi interceptado pelos agentes.

As prisões aconteceram poucos dias depois do anúncio de que um consórcio liderado pela Fictor Holding Financeira havia fechado a compra do Banco Master. A negociação surgiu após o Banco Central vetar a aquisição da instituição pelo BRB, mas ainda dependia de autorizações do próprio BC e do Cade. Com o avanço da investigação, o cenário mudou completamente.

Na mesma manhã da operação policial, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Banco Master e bloqueou os bens de seus administradores e controladores. Com a decisão, todas as tratativas de venda ficam automaticamente suspensas. A liquidação extrajudicial é adotada quando o BC conclui que a instituição já não reúne condições de continuar operando. Nesse processo, um liquidante assume o comando para encerrar atividades, avaliar dívidas e organizar a venda de ativos.

As investigações começaram em 2025, quando o Banco Central encaminhou à Polícia Federal um relatório com indícios de irregularidades nas operações do banco. Desde então, equipes da PF reuniram provas que apontam para um esquema envolvendo manipulação e venda de títulos sem lastro real, prática que configura fraude financeira.

Além do dinheiro encontrado na casa de Augusto Lima, os agentes apreenderam joias de alto valor e bebidas importadas consideradas itens de luxo. Ao todo, foram expedidos sete mandados de prisão, sendo que seis já foram cumpridos até o fim da manhã.

Com a liquidação decretada e as investigações em curso, o Banco Master enfrenta uma das maiores crises de sua história recente. A PF seguirá analisando documentos e bens apreendidos para aprofundar o entendimento sobre o possível esquema fraudulento e identificar todos os responsáveis.

crise fraude LUXO BENS INVESTIGAÇÕES JOIAS Polícia Federal Banco Master Augusto ferreira lima

Leia também