Polícia Civil pede prisão de suspeito que abandonou carro de professora assassinada em SP

Homem foi identificado após análise de impressão digital no veículo de Fernanda Bonin; Justiça já autorizou a custódia temporária

Última imagem de Fernanda Bonin foi registrada por câmera de elevador do prédio onde morava - Imagem: Reprodução

Lívia Gennari Publicado em 07/05/2025, às 18h49

A Polícia Civil de São Paulo solicitou à Justiça a prisão temporária de um dos suspeitos de envolvimento na morte da professora Fernanda Bonin, de 42 anos, cujo corpo foi encontrado em 28 de abril, com sinais de estrangulamento. O homem foi flagrado por câmeras de segurança abandonando o carro da vítima em uma viela na zona sul da capital paulista. A Justiça autorizou o pedido nesta quarta-feira (7), e equipes da polícia já realizam buscas para localizá-lo.

A investigação conduzida pelo Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) avançou após a perícia identificar uma impressão digital no carro de Fernanda. O material foi analisado e reconhecido como pertencente ao homem que aparece nas gravações. Com isso, os investigadores formalizaram o pedido de prisão temporária, que foi aceito pelo Poder Judiciário.

Relembre o caso 
Fernanda Bonin, 42 anos, professora da rede estadual, desapareceu em 27 de abril, após sair de casa informando que visitaria a mãe. Horas depois, familiares estranharam sua ausência e registraram o desaparecimento.

Em 28 de abril, o corpo da docente foi encontrado em um terreno baldio na Vila da Paz, na zona sul de São Paulo, com sinais de violência, especialmente um cadarço preso ao pescoço, o que indicou possível estrangulamento. O carro da vítima foi localizado em uma viela próxima ao Autódromo de Interlagos, abandonado por um casal, conforme mostram as imagens analisadas pela polícia.

Apreensões realizadas

Na noite de sexta-feira (2), Fernanda Fazio, ex-esposa da professora Fernanda Bonin, prestou um novo depoimento à polícia. Ela permaneceu por cerca de cinco horas na delegacia e deixou o local sem dar declarações à imprensa. Segundo os investigadores, Fazio não é considerada suspeita, apenas testemunha no caso. Após o depoimento, o celular e o carro de Fernanda Fazio foram apreendidos e serão submetidos à perícia técnica. A polícia busca vestígios que possam contribuir para esclarecer o crime.

Na última segunda-feira (5), os investigadores localizaram uma faca e um celular dentro do carro da vítima. O objeto perfuro cortante será analisado por peritos, no intuito de verificar se tem relação com a morte da professora. A apreensão faz parte das investigações realizadas pelo Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP).

Agora, a Polícia Civil concentra esforços na busca pelo suspeito. Também estão em andamento as tentativas de identificação da mulher que aparece ao lado dele nas imagens. A Secretaria da Segurança Pública (SSP-SP) informou, por meio de nota, que as investigações continuam para elucidar o caso e identificar todos os envolvidos.

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