Polícia Civil desarticula esquemas de receptação e prende dezenas na Operação Big Mobile

Ação coordenada pelo Delegado-Geral Artur Dian resultou na recuperação de mais de 17 mil celulares roubados e furtados, além da prisão de 112 suspeitos em três fases da operação

A Operação Big Mobile da Polícia Civil de SP visa desarticular redes de receptação de celulares roubados, com resultados expressivos. - Imagem: Divulgação / Polícia Civil

Marina Milani Publicado em 24/03/2025, às 17h59

O combate ao comércio ilegal de celulares tem sido uma das prioridades da Polícia Civil de São Paulo, e a Operação Big Mobile é um dos exemplos mais expressivos desse esforço. Sob a gestão do Delegado-Geral Artur Dian, a iniciativa teve como principal objetivo desarticular redes criminosas especializadas na receptação e revenda de aparelhos roubados ou furtados, atingindo diretamente um dos elos fundamentais do crime organizado.

A operação, que contou com um planejamento estratégico e ações coordenadas em diferentes regiões do estado, foi realizada em três fases. A primeira delas ocorreu em janeiro de 2025, na capital paulista, resultando na apreensão de 8.664 celulares e na prisão de 36 suspeitos. A segunda fase expandiu a atuação da polícia para o interior, especialmente na região do Departamento de Polícia Judiciária de São Paulo Interior (Deinter 6), abrangendo a Baixada Santista e municípios próximos. Nessa etapa, mais 8.125 celulares foram apreendidos e sete prisões foram efetuadas.

O avanço da operação culminou na terceira fase, realizada no dia 10 de março de 2025, quando a Polícia Civil intensificou as investigações e ampliou as ações de fiscalização. Essa última etapa foi a mais expressiva até o momento, com a apreensão de 10,7 mil aparelhos e a prisão de 69 pessoas envolvidas em esquemas de receptação. A Baixada Santista se destacou como a região com maior número de apreensões, totalizando 4,5 mil celulares recuperados. No total, ao longo das três fases da Operação Big Mobile, mais de 17 mil celulares foram apreendidos, e 737 já foram devidamente devolvidos aos seus proprietários.

Para garantir a restituição dos aparelhos aos seus donos, a Polícia Civil tem utilizado a identificação por meio do número de IMEI, um código único que cada celular possui. Além disso, dispositivos danificados ou bloqueados são analisados por meio de softwares especializados, permitindo a recuperação de informações e facilitando a rastreabilidade dos aparelhos. Esse trabalho tem sido fundamental para impedir que celulares roubados voltem ao mercado ilegal e para oferecer uma resposta efetiva às vítimas desses crimes.

A Operação Big Mobile não apenas impacta diretamente o crime de receptação, como também contribui para a redução dos índices de roubos e furtos de celulares. Com a intensificação da fiscalização e a repressão ao comércio clandestino, criminosos encontram cada vez mais dificuldades para lucrar com esse tipo de delito. Paralelamente, a ação demonstra a importância da modernização da segurança pública, um dos pilares da gestão de Artur Dian. O delegado-geral tem investido na ampliação do uso de tecnologia e inteligência policial, priorizando estratégias que aumentem a eficácia das investigações e o combate ao crime organizado.

Outro fator relevante na condução dessas operações tem sido a valorização dos policiais civis, com treinamentos contínuos e aprimoramento das ferramentas de trabalho. A capacitação dos agentes é vista como um diferencial para fortalecer a atuação da Polícia Civil e garantir que operações como a Big Mobile tenham resultados cada vez mais expressivos.

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