Operação

Polícia Civil avança na investigação e prende suspeitos de roubar joias em diferentes regiões de SP

Após reconhecimento de peças exibidas na TV, investigadores chegam aos criminosos responsáveis pelos ataques

Equipes do Garra e Dope apoiaram a operação, que já resultou em três prisões e coleta de provas importantes - Imagem: Reprodução/Agência SP

Gabriela Nogueira Publicado em 18/11/2025, às 17h19

A Polícia Civil de São Paulo deu início a uma operação de grande porte nesta terça-feira para desmantelar um grupo investigado por uma série de roubos de joias no estado. A ação foi desencadeada em bairros da capital, no litoral paulista e em Ribeirão Preto, onde equipes cumpriram sete mandados de busca e apreensão e cinco ordens de prisão.

Segundo o delegado Diógenes Santiago Netto, responsável pela Divisão Estadual de Investigações Criminais em Ribeirão Preto, os alvos identificados nesta fase da operação são considerados os autores diretos dos crimes. A polícia chegou até eles após a prisão de receptadores que participaram da revenda das joias, etapa que ocorreu em setembro. Uma das vítimas reconheceu suas peças enquanto assistia a uma exibição televisiva, o que abriu caminho para esse desdobramento da investigação.

O delegado destacou que os ataques cometidos pelo grupo tinham alto potencial de risco e, em alguns casos, envolviam reféns. Para ele, a identificação e captura dos suspeitos é um avanço decisivo para enfraquecer uma rede que continuaria atuando caso não fosse interrompida. A investigação aponta que o grupo operava de forma organizada, com funções distribuídas entre os envolvidos.

A operação contou com o apoio de equipes do Garra e do Dope, que auxiliaram no cumprimento dos mandados. Três pessoas foram presas até o momento, e diversos objetos foram recolhidos, entre eles chaves, aparelhos celulares e eletrônicos que podem servir como prova para a continuidade das apurações.

As diligências seguem em andamento, e todos os registros relacionados à operação estão sendo formalizados na unidade da Deic responsável pelo caso.

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