Crime em Paraisópolis

Polícia captura homem acusado de atirar contra PM em Paraisópolis

Kauan Alison Alves dos Santos, de 20 anos, foi preso após disparar contra o cabo da PM durante abordagem em Paraisópolis, SP

O ataque ocorreu durante uma perseguição a suspeitos de arrastões - Imagem: Reprodução/G1

Gabriela Nogueira Publicado em 11/09/2025, às 19h34

A Polícia Civil efetuou a prisão de um jovem de 20 anos, identificado como Kauan Alison Alves dos Santos, suspeito de disparar contra um policial militar durante uma abordagem realizada no mês passado na comunidade de Paraisópolis, localizada na Zona Sul de São Paulo. O incidente, que causou grande alvoroço na mídia e entre a população, foi registrado por diversas testemunhas e pela câmera corporal do próprio policial.

O cabo Johannes Kennedy Santana Lino foi alvo do disparo que atingiu seu pescoço, mas felizmente sobreviveu à agressão. Após o ocorrido, ele foi imediatamente levado ao hospital, onde recebeu atendimento médico e posteriormente teve alta.

Conforme informações divulgadas pela Secretaria da Segurança Pública (SSP), o ataque ocorreu quando o cabo Santana, em sua motocicleta, perseguia suspeitos que estariam envolvidos em arrastões na região da Chácara Santo Antônio. Kauan, também em uma motocicleta e acompanhado de um comparsa, teria sido o autor do disparo. A defesa do acusado não foi encontrada para comentar o caso.

Após ser baleado, o policial caiu ao chão e começou a sangrar. Nesse momento, outro indivíduo, identificado como Gabriel Vieira dos Santos, de 28 anos, teria aproveitado a situação para roubar a arma do cabo. Gabriel foi detido posteriormente em Itaquaquecetuba, porém liberado na semana anterior.

A arma do policial foi recuperada em uma comunidade conhecida como Favela da Grota, situada na Zona Sul da capital paulista.

Em declaração à TV Globo, o coronel Emerson Massera, porta-voz da Polícia Militar, defendeu a atuação do cabo Santana durante a ocorrência. Ele ressaltou que a presença isolada do policial não é recomendada, mas as circunstâncias levaram a essa situação específica.

De acordo com os exames médicos iniciais realizados no hospital, não foram detectadas lesões em órgãos vitais do policial Johannes Kennedy Santana Lino, que possui uma carreira de 10 anos na corporação.

Este episódio levanta preocupações acerca da segurança pública e das condições enfrentadas pelos agentes de segurança nas ruas da capital paulista.

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