Trio é suspeito de repassar dados sigilosos e interferir em investigações em troca de dinheiro
Lívia Gennari Publicado em 25/06/2025, às 09h50 - Atualizado às 13h33
A Polícia Federal e o Ministério Público de São Paulo prenderam, na manhã desta quarta-feira (25), dois investigadores da Polícia Civil e um empresário suspeitos de integrar um esquema de corrupção e vazamento de informações sigilosas em inquéritos criminais no estado. A ação, batizada de Operação Agusta, contou com apoio da Polícia Militar, da Corregedoria da Polícia Civil e do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO).
O trio suspeito agia para beneficiar ilegalmente alvos de investigações policiais em troca de propina. Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos dinheiro em espécie, armas e até um helicóptero, encontrado em um dos endereços ligados ao grupo. A Justiça bloqueou a aeronave, de valor elevado, junto com outros bens e recursos que podem totalizar R$ 12 milhões. Um carro de luxo, pertencente ao filho de um dos investigados, que é advogado, também foi apreendido.
Os três presos na operação são:
Ao todo, foram cumpridos três mandados de prisão preventiva e nove de busca e apreensão: cinco na capital paulista, três na Grande São Paulo e um em Praia Grande, no litoral.
A Operação Agusta é um desdobramento da Operação Tacitus, deflagrada no ano passado após a delação de Vinicius Gritzbach, ex-integrante do Primeiro Comando da Capital (PCC), que foi assassinado no Aeroporto Internacional de Guarulhos. Na ocasião, a PF já havia prendido cinco policiais civis, um advogado e um empresário.
As investigações foram retomadas após a análise do celular de Marcelo Bombom, apreendido em 2023. O conteúdo revelou indícios da continuidade do esquema criminoso, incluindo o arquivamento irregular de inquéritos, vazamento de informações sigilosas e tentativas de recuperar bens apreendidos por meio de documentos falsificados.