Com 26 mandados de prisão e 42 de busca, a operação da PF abrange diversos estados e já resultou na detenção de 17 indivíduos
William Oliveira Publicado em 30/10/2025, às 12h48
A Polícia Federal (PF) iniciou, nesta quinta-feira (30), uma operação para prender suspeitos de participação em um ataque cibernético que resultou no desvio de R$ 813 milhões de instituições financeiras ligadas ao sistema de pagamentos PIX, administrado pelo Banco Central (BC).
De acordo com as investigações, o ataque ocorreu em julho e afetou pelo menos seis instituições financeiras, gerando apreensão no mercado. As empresas envolvidas garantem que não houve comprometimento de contas ou dados pessoais de clientes.
Até o momento, 17 indivíduos foram detidos, sendo 11 no Brasil e 6 fora do país. A operação inclui a execução de 26 mandados de prisão e 42 mandados de busca e apreensão em diversos estados, incluindo Goiás, Santa Catarina, São Paulo, Minas Gerais, Paraíba, Bahia, além do Distrito Federal.
No mês de julho, a C&M Software notificou o Banco Central sobre um ataque que comprometeu suas infraestruturas digitais, permitindo acesso não autorizado a contas reserva de várias instituições financeiras conectadas à empresa.
As contas reserva são essenciais para o funcionamento do sistema bancário, pois atuam como conta corrente para processar transações financeiras e mantêm recursos obrigatórios junto ao BC para garantir o cumprimento das obrigações financeiras.
Além disso, essas contas permitem que os bancos realizem operações com o Banco Central, como empréstimos de liquidez, investimentos em títulos públicos e depósitos compulsórios.
Segundo informações da C&M Software, os criminosos utilizaram credenciais fraudulentas, incluindo senhas de clientes, para tentar acessar indevidamente os sistemas e serviços da empresa.