A vítima, que sofreu abusos desde os 7 anos, vivia sob controle rígido do suspeito, sem contato com a família
William Oliveira Publicado em 14/10/2025, às 09h57
Um homem foi detido nesta quinta-feira (9) sob a suspeita de ter mantido sua enteada em condições de cárcere privado por um período que se estende a 12 anos, em Rio Negrinho, localizado no planalto norte de Santa Catarina.
Segundo a Polícia Civil, a investigação teve início após a jovem, já maior de idade, relatar os abusos ocorridos em sua escola. Em decorrência das informações fornecidas, foram expedidos mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão que foram cumpridos na residência da família.
Com o auxílio da rede de proteção à mulher, revelou-se que a vítima vivia sob rígido controle do suspeito, que impedia qualquer contato dela com familiares e limitava sua participação em atividades sociais. A jovem tinha permissão apenas para frequentar a escola, sempre acompanhada pelo padrasto.
A partir dos 7 anos de idade, a vítima passou a sofrer abusos sexuais, que se intensificaram quando ela atingiu a maioridade, ocorrendo diariamente. O delegado responsável, Bruno Sinibaldi, explicou que o suspeito controlava todos os deslocamentos da jovem entre a escola e a casa.
"Ela foi abusada desde os 7 anos de idade. Quando adulta, os abusos se intensificaram, diariamente. Ainda segundo as investigações, o padrasto só autorizava ela a ir e voltar da casa para a escola, porém, sob vigilância dele", afirmou Sinibaldi.
Fora os abusos sexuais, a vítima também era alvo constante de ameaças de morte e agressões físicas. As investigações ainda buscam determinar se a mãe tinha conhecimento das ações do padrasto.
No decorrer da operação policial, foram apreendidos uma arma de fogo e celulares pertencentes ao suspeito, que foi detido e encaminhado ao sistema prisional. O homem responderá por diversos crimes, como ameaça, estupro, lesão corporal, posse irregular de arma de fogo e cárcere privado.