VIOLÊNCIA

Operação Shamar prende mais de 12 mil e expõe realidade da violência contra mulheres no Brasil

Com foco em violência doméstica e feminicídio, a Operação Shamar mobilizou 65.628 agentes de segurança em todo o país

Operação não só prendeu criminosos, mas também implementou medidas protetivas e ações educativas - Imagem: Reprodução / Freepik

William Oliveira Publicado em 10/09/2025, às 12h18

Entre 1º de agosto e 4 de setembro, a Operação Shamar resultou em mais de 12 mil prisões, segundo balanço divulgado nesta terça-feira (9) pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP). A ação nacional teve como foco o combate à violência doméstica e ao feminicídio.

De acordo com o levantamento, a operação garantiu atendimento a 81.368 vítimas de violência doméstica e familiar, além da implementação de 53.188 medidas protetivas de urgência — fundamentais para oferecer suporte imediato a mulheres em situação de risco.

No período, foram apreendidos mais de 2 quilos de drogas, além de 632 armas de fogo, 11.902 munições e 648 armas brancas, que, segundo os investigadores, poderiam ser usados em crimes de violência doméstica.

A pasta ressaltou que a Operação Shamar não se restringiu à repressão. Houve também ações de prevenção e conscientização, com a ampliação da rede de proteção às mulheres e iniciativas educativas que alcançaram 13,6 milhões de pessoas em todo o país. Palestras, rodas de conversa e distribuição de materiais informativos foram promovidas em espaços públicos, escolas e comunidades para estimular o debate sobre igualdade de gênero e incentivar denúncias.

No total, 65.628 agentes de segurança pública participaram da operação, realizando 181.267 procedimentos operacionais. A mobilização envolveu forças policiais civis, militares, técnico-científicas, penais, bombeiros, guardas municipais, além da cooperação com o Poder Judiciário, o Ministério Público e a sociedade civil.

Para Rodney da Silva, diretor da Diretoria de Operações Integradas e Inteligência (Diopi), a Operação Shamar é um marco na integração das forças de segurança. Segundo ele, romper o ciclo da violência depende de três pilares: prevenção eficaz, repressão qualificada e fortalecimento do diálogo social.

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