Mais de 1,4 mil mandados de prisão foram cumpridos em todo o estado; quase metade dos capturados é reincidente
Lívia Gennari Publicado em 10/07/2025, às 18h59
A Polícia Civil de São Paulo prendeu 920 pessoas procuradas pela Justiça na última terça-feira (8), durante a segunda fase da Operação Rastreio, deflagrada em todo o território paulista. A ação de grande escala teve como objetivo o cumprimento de mandados de prisão em aberto, totalizando mais de 1,4 mil ordens judiciais executadas até o momento. Novas prisões podem ser realizadas nos próximos dias.
A iniciativa busca retirar das ruas criminosos que têm pendências judiciais e que, em muitos casos, representam risco de reincidência. Uma análise preliminar apontou que 48% dos capturados já possuem passagens anteriores pela polícia ou condenações por outros crimes.
“Essa ação tem como objetivo retirar das ruas criminosos que devem à Justiça e que podem voltar a cometer delitos”, afirmou o secretário da Segurança Pública, Guilherme Derrite.
Dentre os capturados, estão condenados por diversos tipos de crimes, como roubos, tráfico de drogas e violência sexual.
“São criminosos que cometeram roubos, tráfico de drogas e estupro que hoje saem das ruas e vão cumprir suas penas”, comentou o delegado-geral da Polícia Civil, Artur Dian.
Para viabilizar as prisões, a Polícia Civil realizou um mapeamento prévio dos alvos, com apoio de diferentes setores da corporação, incluindo a Divisão de Capturas do Departamento de Operações Policiais Estratégicas (Dope), que esteve diretamente envolvida no planejamento e execução da operação.
A Operação Rastreio teve sua primeira fase realizada em abril deste ano, quando aproximadamente mil mandados judiciais foram cumpridos e 675 procurados foram capturados em várias regiões do estado. O objetivo da iniciativa é intensificar o combate à impunidade e aumentar a sensação de segurança na população.
Novas ações deverão ocorrer nos próximos dias para localizar e prender outros indivíduos com pendências judiciais que ainda estão em liberdade. A Polícia Civil reforça que o combate à impunidade é constante e que o monitoramento dos alvos seguirá sendo realizado através de ferramentas de inteligência e integração entre as unidades policiais.