Mulher é morta a facadas enquanto segurava o filho no colo na Zona Norte de SP

Ocorrência no Jaçanã mobilizou equipes de resgate, mas a vítima não resistiu aos ferimentos

Ataque foi registrado por câmeras de segurança - Imagem: Reprodução

Lívia Gennari Publicado em 20/01/2026, às 11h32

Uma mulher de 40 anos foi assassinada a facadas na noite do último sábado (17), enquanto segurava um dos filhos no colo, no bairro Vila Airosa, região do Jaçanã, na Zona Norte de São Paulo. A vítima, identificada como Ivia Stefânia da Silva de Castro, chegou a ser socorrida, mas não resistiu aos ferimentos. A autora do crime, uma mulher trans de 25 anos, foi presa em flagrante pela Polícia Militar.

O ataque aconteceu por volta das 19h, dentro da residência da vítima, e foi registrado por câmeras de segurança. As imagens mostram Stefânia sentada em frente à casa, mexendo no celular e com uma criança no colo, quando a suspeita se aproxima de forma tranquila e entra no imóvel. Minutos depois, ela retorna portando uma faca de cozinha e ataca a vítima de forma repentina, sem que haja qualquer discussão prévia.

Ciúmes motivou ataque

De acordo com a Polícia Civil, as duas mantinham um relacionamento, o que explicaria a ausência de reação da vítima ao permitir a entrada da agressora no local. O crime foi cometido na presença dos filhos de Stefânia. Além da criança que estava em seu colo no momento do ataque, outra saiu de dentro da casa e presenciou a cena. A vítima era mãe de quatro crianças, sendo a mais velha com 13 anos.

Após o ataque, a suspeita permaneceu no local e confessou o crime aos policiais militares que atenderam a ocorrência. Stefânia foi socorrida por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e encaminhada à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Jaçanã, mas não resistiu aos ferimentos e morreu pouco depois de dar entrada na unidade.

A principal linha de investigação aponta que o homicídio tenha sido motivado por ciúmes. Segundo a apuração policial, a suspeita acreditava que Stefânia mantinha contato com uma pessoa que despertava desconfiança e conflitos no relacionamento.

O caso foi registrado como homicídio no 73º Distrito Policial (Jaçanã). A perícia foi acionada para analisar o local do crime, e a Polícia Civil solicitou a conversão da prisão em flagrante em preventiva. A suspeita permanece à disposição da Justiça enquanto as investigações seguem em andamento.

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