Sentenciado a 12 anos de prisão, José Maria da Costa Junior foi localizado em Pouso Alegre e passará por audiência de custódia
Lívia Gennari Publicado em 22/04/2026, às 16h52 - Atualizado às 17h14
José Maria da Costa Junior, condenado pela morte da cicloativista e pesquisadora da Universidade de São Paulo (USP) Marina Kohler Harkot, foi preso na última terça-feira (21). Ele foi encaminhado para Pouso Alegre, no sul de Minas Gerais, onde deve passar por audiência de custódia nesta quarta-feira (22).
A prisão ocorre após decisão da Justiça paulista que, em novembro do ano passado, confirmou a condenação do motorista e determinou o início imediato do cumprimento da pena. Ele foi sentenciado a 12 anos de reclusão em regime fechado, além de mais um ano de detenção por omissão de socorro e embriaguez ao volante. Ainda cabe recurso.
O caso aconteceu em setembro de 2020. Marina, então com 28 anos, pedalava pela Avenida Paulo VI, no bairro do Sumaré, Zona Oeste da capital paulista, quando foi atingida por um carro durante a noite. Segundo as investigações, o condutor dirigia alcoolizado, em alta velocidade, e fugiu sem prestar atendimento à vítima, que morreu no local.
Em janeiro de 2025, José Maria já havia sido condenado em primeira instância por homicídio com dolo eventual, quando se assume o risco de matar, além dos demais crimes ligados ao caso. Na época, ele aguardava em liberdade enquanto recorria da sentença.
Imagens de câmeras de segurança registraram o motorista chegando em casa horas após o atropelamento com sinais de embriaguez. O material integrou a investigação conduzida pela polícia. No início do processo, ele chegou a ser considerado foragido e se apresentou posteriormente.
Marina Harkot era pesquisadora da USP e atuava em movimentos ligados à mobilidade urbana, e políticas públicas voltadas à segurança no trânsito. A morte dela provocou ampla repercussão e mobilizações de ciclistas e ativistas em São Paulo.