Megaoperação em SP mira foragidos por violência contra mulheres em meio à alta de feminicídios

Força-tarefa mobiliza delegacias em todo o estado para tirar agressores de circulação

Ofensiva policial reforça combate à violência contra mulheres - Imagem: Alexandre Carvalho / A2IMG

Lívia Gennari Publicado em 10/12/2025, às 12h00

A Polícia Civil de São Paulo realiza, nesta quarta-feira (10), uma ampla operação para localizar e prender agressores de mulheres com mandados de prisão em aberto em diversas cidades do estado. A ação marca o encerramento dos 21 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra a Mulher e mobiliza equipes especializadas para retirar de circulação foragidos já procurados pela Justiça.

Delegacias e unidades dedicadas ao atendimento de mulheres intensificam buscas por suspeitos de agressões, ameaças e descumprimento de medidas protetivas. A iniciativa faz parte da Operação Hera II – SP Por Todas, lançada em novembro, que ampliou investigações, pedidos de proteção e ações de orientação a mulheres em situação de risco.

Segundo a delegada Adriana Liporoni, coordenadora estadual das DDMs, a mobilização tem efeito direto na redução da impunidade.

É uma atuação que reafirma nosso compromisso com o acolhimento das vítimas e a responsabilização dos agressores. Nenhuma mulher deve enfrentar a violência sozinha, e nenhum agressor ficará impune em São Paulo”, afirmou.

Violência e casos de feminicídios disparam no estado

Dados da Polícia Civil apontam que, somente entre 20 de novembro e esta quarta-feira (10), foram registrados mais de 21 mil boletins de ocorrência referentes à violência de gênero.

Nesse período, houve 8,1 mil pedidos de medidas protetivas, 305 representações por prisão e quase 200 ordens judiciais cumpridas. As equipes também efetuaram 914 prisões em flagrante em diferentes cidades paulistas.

A ofensiva acontece num momento de alerta: só entre janeiro e outubro deste ano, a capital paulista teve 53 feminicídios consumados, o maior número desde 2015. No estado inteiro, foram 207 casos, alta de 8% em comparação ao ano passado.

Manifestantes ergueram cartazes durante protesto na Avenida Paulista Imagem: Elineudo Meira @fotografia.75
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