Desaparecimento

Idosa desaparecida há um mês é encontrada morta em poço no interior de São Paulo

Corpo estava a cerca de 27 metros de profundidade no sítio onde a vítima morava

Caso, que era tratado como desaparecimento, agora é investigado como homicídio, com possíveis envolvidos sendo apurados - Imagem: Reprodução/G1/Andressa Lara/TV TEM

Gabriela Nogueira Publicado em 21/01/2026, às 18h43

O corpo de Dagmar Grimm Streger, de 76 anos, foi localizado nesta quarta-feira (21) em um poço desativado no sítio onde ela morava, na zona rural de Bauru, no interior de São Paulo. A idosa estava desaparecida desde 19 de dezembro, e a descoberta encerra semanas de buscas intensas e mobilização de equipes policiais e de resgate.

Segundo informações da Polícia Civil, os restos mortais estavam a cerca de 27 metros de profundidade em um poço antigo, usado no passado para captação de água. A localização ocorreu após escavações iniciadas no fim de dezembro, que avançaram lentamente devido à profundidade e às condições da estrutura. Para garantir a segurança das equipes, foi necessário ampliar a abertura do poço e demolir parte da casa onde Dagmar vivia.

O local passou a ser considerado um ponto central da investigação depois que um casal de caseiros, que trabalhava e morava na mesma propriedade, foi preso sob suspeita de envolvimento no desaparecimento. Em depoimentos informais, o homem teria admitido que Dagmar foi agredida e que o corpo foi lançado no poço. A companheira, por sua vez, negou participação e afirmou que dormia no momento do crime.

As investigações indicam que a relação entre a vítima e os suspeitos envolvia repasses frequentes de bens e dinheiro. A polícia apura se questões financeiras motivaram o homicídio. Há registros de que Dagmar teria transferido um terreno ao casal, retomado o bem posteriormente e também entregue um veículo, fatos que agora são analisados no inquérito.

Durante as escavações, equipes encontraram sacos de adubo no interior do poço, que teriam sido usados para tentar disfarçar o cheiro da decomposição. A complexidade da operação exigiu apoio do Corpo de Bombeiros e da Secretaria de Obras do município, além do uso de máquinas pesadas para retirada do material.

Com a confirmação da morte, o caso, que inicialmente era tratado como desaparecimento, passa a ser investigado oficialmente como homicídio. A Polícia Civil também apura a possível participação do filho adolescente do casal, que está sob acompanhamento do Conselho Tutelar.

Dagmar era proprietária do sítio onde foi encontrada e vivia sozinha no local. O desaparecimento só foi registrado oficialmente alguns dias depois de ela ser vista pela última vez, o que atrasou o início das buscas. A investigação segue em andamento para esclarecer todas as circunstâncias do crime e definir as responsabilidades dos envolvidos.

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