Ex-companheiro de 52 anos foi preso no Norte de Minas; vítima sobreviveu à queda de cerca de 50 metros
Julio Cezar Souza Publicado em 27/05/2026, às 12h33
Silvanildo Amâncio de Araújo, de 52 anos, suspeito de jogar a ex-mulher de um penhasco na Serra do Rola-Moça, em Belo Horizonte, confessou o crime após ser preso em Várzea da Palma, no Norte de Minas Gerais.
Em vídeo gravado pela polícia no momento da prisão, o homem relata como abordou a vítima, Ana Cláudia Rodrigues da Silva Souza, de 41 anos, e detalha a dinâmica do crime. Segundo ele, a ação não teria sido planejada.
“Segunda-feira eu peguei ela mesmo (...) lá no serviço dela. Eu peguei ela descendo do ônibus, abracei ela e falei pra ela entrar no carro. Ela falou: ‘Você vai me matar?’. (...) Levei ela lá pro Jardim Canadá e joguei ela lá do penhasco”, afirmou na gravação.
De acordo com familiares, Ana Cláudia e Silvanildo tiveram um relacionamento de 12 anos e são pais de uma menina de 9 anos. O casal estava separado desde fevereiro deste ano e, desde então, a mulher vinha sendo perseguida pelo ex-companheiro.
Ainda segundo parentes da vítima, Ana Cláudia havia denunciado ameaças feitas por Silvanildo dias antes do desaparecimento. O boletim de ocorrência foi registrado na noite de 20 de maio, quando ela solicitou uma medida protetiva de urgência por se sentir ameaçada.
Apesar de negar ameaças, o suspeito admitiu ter mostrado um canivete à vítima.
Ana Cláudia foi encontrada com vida na tarde desta terça-feira (26), após dois dias desaparecida. Segundo o Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais, ela foi localizada consciente e orientada, apresentando apenas escoriações após a queda de aproximadamente 50 metros.
As buscas contaram com drones, sensores térmicos e o apoio do helicóptero Arcanjo, responsável pelo resgate aéreo da vítima.
Após receber os primeiros atendimentos médicos, Ana Cláudia foi encaminhada ao Hospital João XXIII, em Belo Horizonte, onde permanece sob cuidados médicos.
Silvanildo foi preso pela Polícia Militar em Várzea da Palma e segue sob custódia. O caso será investigado pela Polícia Civil de Minas Gerais.