Crime bárbaro

Filho confessa ter matado a mãe, amputado dedo e usado o banco dela por dias

Filho afirmou que o homicídio foi “sem querer”

Investigação revela que o estudante já havia agido com violência contra a mãe anteriormente, levantando preocupações sobre seu comportamento - Imagem: Reprodução/Redes Sociais

Gabriela Nogueira Publicado em 26/11/2025, às 16h11

A região de Parelheiros, na zona sul de São Paulo, foi marcada por um episódio de violência familiar que terminou com a morte de uma mulher de 61 anos. O filho dela, o estudante de direito Maurício Roschel Garcia, de 28 anos, foi preso após confessar que empurrou a mãe durante uma discussão, provocando a queda que a deixou desacordada.

Segundo a investigação, Maurício deixou o local sem prestar socorro e só retornou dois dias depois, encontrando a mãe já sem vida. Em vez de acionar ajuda, decidiu ocultar o crime. Ele envolveu o corpo em um lençol, colocou no porta-malas do carro e o abandonou em um terreno baldio, onde ateou fogo. Antes disso, cortou um dos dedos da vítima para conseguir acessar a conta bancária dela.

Os policiais afirmam que o jovem manteve a rotina habitual por cerca de dez dias, usando o celular da mãe para responder mensagens e evitar que familiares e amigos percebessem o desaparecimento. A frieza com que relatou os fatos chamou atenção dos investigadores. Em um vídeo divulgado nas redes sociais, o estudante declarou que o empurrão ocorreu durante uma discussão e afirmou que não teve intenção de matar.

A descoberta do homicídio aconteceu depois que Maurício foi preso por roubar um posto de combustível. Ao ser detido, acabou revelando o que havia ocorrido com sua mãe. Parentes próximos relataram que essa não foi a primeira vez que ele agiu com violência. Dois anos antes, teria amarrado a mãe com fita adesiva para roubar dinheiro, episódio que não chegou a ser registrado como ocorrência porque Eliana acreditava que o filho poderia se recuperar.

O estudante agora está no Centro de Detenção Provisória do Cambuci, na região central da capital. A Justiça decretou sua prisão temporária por trinta dias, prazo em que a polícia seguirá reunindo provas para esclarecer todos os detalhes do caso. O crime abalou vizinhos e familiares, que ainda tentam compreender a sequência de ações que levou à morte de Eliana.

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