Vítima tinha imóveis de alto padrão, veículos de luxo e conta empresarial com saldo significativo; polícia investiga se crime teve motivação financeira
Lívia Gennari Publicado em 13/06/2025, às 12h26
Adalberto Amarilio dos Santos Junior, empresário encontrado morto em um buraco próximo ao Autódromo de Interlagos, na zona sul de São Paulo, tinha um patrimônio milionário, segundo depoimento prestado à polícia por sua esposa, Fernanda Grando Dandalo.
Além de empresário, a vítima atuava como optometrista, profissional responsável pela avaliação primária da saúde visual e pela prescrição de óculos e lentes de contato e administrava uma rede de óticas na Grande São Paulo.
De acordo com Fernanda, apenas na conta bancária da empresa em nome de Adalberto havia cerca de R$ 1 milhão. Além disso, o casal era dono de dois imóveis: um apartamento em Cotia, atualmente alugado, e uma casa em Aldeia da Serra, na Grande São Paulo, onde viviam, avaliada em R$ 2,5 milhões.
O patrimônio também incluía veículos de alto padrão. Adalberto era proprietário de um Volkswagen Virtus e de uma motocicleta BMW GS850, enquanto Fernanda dirigia um SUV Honda HR-V.
Familiares e amigos próximos afirmam que o empresário não possuía dívidas e mantinha uma vida financeira estável. A polícia ainda investiga as circunstâncias da morte, que levantou suspeitas de homicídio e ocultação de cadáver.
Entenda o caso
Adalberto desapareceu em 30 maio quando participou de um evento de motos, e quatro dias depois, foi encontrado morto em um buraco de aproximadamente três metros de profundidade, próximo ao Autódromo de Interlagos. Dentro da vala, que integra uma obra da Prefeitura de São Paulo, foram encontrados pertences pessoais da vítima, como capacete, celular, aliança, carteira com dinheiro e documentos.
A estimativa da polícia é de que a morte tenha ocorrido entre 36 e 40 horas antes do corpo ser encontrado, e os investigadores investigam se ele tentou acessar uma área restrita, o que poderia ter motivado uma briga com um ou mais seguranças do local.
Câmeras de segurança da região e registros telefônicos estão sendo analisados para reconstituir os últimos passos do empresário. Fernanda Grando Dandalo, esposa da vítima, já prestou depoimento à polícia, assim como familiares e testemunhas próximas.
Até o momento, não há suspeitos formalmente identificados, mas a polícia suspeita que o crime tenha sido premeditado. A forma como o corpo foi deixado, em uma área de difícil acesso, coberta por tapumes, nas proximidades do autódromo, indica que o autor ou autores do crime conheciam bem o local.