Em carta, Deolane se pronuncia após prisão e nega ligação com crime organizado: "Enjaulada por pura perseguição"

Influenciadora afirma ser alvo das autoridades há mais de cinco anos e diz que nunca teve envolvimento com facções criminosas

- Imagem: Reprodução

Lívia Gennari Publicado em 26/05/2026, às 14h28

A influenciadora e advogada Deolane Bezerra se pronunciou pela primeira vez após voltar a ser presa preventivamente sob suspeita de lavagem de dinheiro e associação ao crime organizado. Em uma carta divulgada nesta terça-feira (26), nas redes sociais da irmã, ela afirmou estar sendo alvo de perseguição por parte das autoridades e negou envolvimento com facções criminosas.

Deolane foi detida na última quinta-feira (21), em um condomínio de luxo no interior de São Paulo. No texto, a influenciadora afirmou que vive uma sequência de acusações há mais de cinco anos e disse que sua exposição pública teria contribuído para se tornar alvo das investigações.

“A mãe está enjaulada por pura perseguição”, escreveu. Segundo ela, a operação policial aconteceu sem que tivesse a chance de prestar esclarecimentos. A advogada também relembrou episódios anteriores de repercussão envolvendo seu nome, incluindo acusações relacionadas à morte do funkeiro MC Kevin.

Na carta, Deolane declarou que não possui qualquer vínculo com o crime organizado e afirmou que o patrimônio exibido nas redes sociais foi construído por meio da atuação como empresária, advogada e influenciadora digital. Esta é a segunda vez que ela é presa em investigações que apuram supostos esquemas de lavagem de dinheiro e possíveis conexões com integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC).

Investigação

De acordo com o Ministério Público, análises financeiras identificaram movimentações consideradas suspeitas entre 2018 e 2021. Os investigadores apontam que a influenciadora teria recebido dezenas de depósitos fracionados, que, somados, chegaram próximo de R$ 700 mil.

As apurações também indicam possíveis relações pessoais e comerciais entre Deolane e investigados apontados como operadores financeiros do esquema criminoso. Seis prisões prevebtivas foram decretadas, e a Justiça determinou o bloqueio de mais de R$ 327 milhões em bens e valores ligados aos alvos da investigação.

Além disso, foram sequestrados 17 veículos de luxo, avaliados em mais de R$ 8 milhões, e quatro imóveis vinculados aos investigados.

Crime organizado PCC Deolane Bezerra

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