VIOLÊNCIA

Criança de 4 anos é internada em estado crítico após sessão de tortura

Israel Lima Gomes é acusado de torturar sua enteada de 4 anos, que está em estado crítico após ser internada com ferimentos graves

Investigações revelam conversas perturbadoras do suspeito - Imagem: Reprodução / Freepik

William Oliveira Publicado em 18/05/2025, às 11h01

A Polícia Civil do Rio de Janeiro prendeu, na última sexta-feira (16), o padrasto de uma menina de apenas quatro anos, acusado de submetê-la a sessões de tortura. A prisão ocorreu na zona oeste da cidade, após a emissão de um mandado de prisão temporária contra Israel Lima Gomes.

As investigações começaram quando a criança foi internada em um hospital infantil com ferimentos gravíssimos, incluindo perfuração no intestino, fratura no braço e infecção abdominal. Além disso, ela apresentava diversos hematomas pelo corpo e permanece em estado crítico na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), tendo corrido risco de morte.

Durante a apuração do caso, os agentes localizaram conversas no celular do suspeito com a mãe da vítima. Nas mensagens, ele defendia o uso de castigos físicos como método educativo. Em um dos trechos mais chocantes, Israel afirmou: “Ela é forte porque estou moldando ela na dor. Fica fraco quando é só amor”. As autoridades classificaram as ações como uma evidente prática de tortura.

As agressões eram justificadas com desculpas como quedas ou acidentes domésticos. Segundo relatos, a criança era ainda trancada em banheiros escuros como forma de punição.

O caso é investigado como tortura, crime considerado hediondo no Brasil, podendo evoluir para tentativa de homicídio qualificado. Israel já possui antecedentes criminais, incluindo registros por violência doméstica e importunação sexual. Em um dos casos anteriores, ele teria se exposto nu diante de uma criança de 12 anos.

A conduta da mãe da menina também é alvo de apuração. Segundo o delegado responsável, Felipe Santoro, ela poderá responder pelos mesmos crimes do companheiro ou por omissão. Em depoimento à polícia, ela negou envolvimento e foi ouvida como testemunha. No momento em que a filha foi levada ao hospital, foi necessário protegê-la de um possível linchamento por parte da população revoltada.

rio de janeiro Agressão Prisão MÃE CRIANÇA PADRASTO UTI HOSPITAL CASTIGO tortura violência doméstica tentativa de homicídio intestino perfurado crime hediondo

Leia também