Manoela Cardozo Publicado em 20/07/2026, às 18h50
Condenado a 40 anos de prisão pela participação no assassinato de Manfred e Marísia von Richthofen, em 2002, Cristian Cravinhos, de 50 anos, passou a vender conteúdo adulto em plataformas digitais. O ex-cunhado de Suzane von Richthofen afirmou que decidiu investir no novo ramo após enfrentar dificuldades para reconstruir a vida financeira depois de deixar a prisão.
Antes de ingressar na produção de conteúdo adulto, Cristian tentava se manter com a venda de quadros, pinturas a óleo e gravuras produzidas durante o período em que esteve preso. Segundo ele, o dinheiro arrecadado com as obras deixou de ser suficiente para custear as despesas da casa e ajudar no sustento da companheira e dos dois enteados.
Inicialmente, ele passou a oferecer vídeos íntimos e fotografias por meio de conversas privadas nas redes sociais. O material era comercializado por R$ 120, mas acabou sendo compartilhado, aumentando a procura e a repercussão sobre a atividade.
Após o caso ganhar destaque, Cristian confirmou que passou a produzir conteúdo adulto e revelou que prepara o lançamento de um perfil em uma plataforma por assinatura. Em um primeiro momento, ele havia negado atuar no segmento, mas mudou a versão após ser confrontado com registros das negociações realizadas com seguidores.
Segundo Cristian, a decisão foi motivada pelas dificuldades enfrentadas por ex-detentos para retomar a vida em liberdade. “O recomeço fora da cadeia é muito duro”, afirmou. Ele também contou que já havia recebido propostas para trabalhar na indústria pornográfica anteriormente, mas recusou os convites na época.
Cristian passou ao regime aberto pela primeira vez em 2016, porém voltou à prisão dois anos depois, após ser detido por tentar subornar policiais militares durante uma abordagem. Em 2022, conseguiu novamente o regime aberto e permanece nessa condição.
O nome de Cristian ficou conhecido nacionalmente após sua condenação, ao lado do irmão Daniel Cravinhos e de Suzane von Richthofen, pelo assassinato de Manfred e Marísia von Richthofen, em 2002. O caso voltou a ganhar repercussão recentemente após a estreia da série “Tremembé”, que retrata histórias de presos famosos.