Brutalidade Infantil

Caso Alícia Valentina: menina de 11 anos morre após se recusar a "ficar" com colega de escola

Caso ocorreu em 3 de setembro, em Belém do São Francisco, após Alícia Valentina, de 11 anos, ter sido brutalmente agredida por colegas na escola

Vítima foi internada em hospitais da região e teve a morte cerebral confirmada quatro dias depois - Imagem: Reprodução / Arquivo pessoal

William Oliveira Publicado em 11/09/2025, às 09h57

No dia 3 de setembro, uma tragédia abalou a comunidade escolar de Belém do São Francisco, em Pernambuco, quando Alícia Valentina, de apenas 11 anos, foi brutalmente agredida por colegas em um banheiro da Escola Municipal Tia Zita. O incidente foi registrado por câmeras de segurança, revelando momentos angustiantes que culminaram na morte cerebral da criança, confirmada quatro dias depois no Hospital da Restauração, em Recife.

Segundo informações do boletim de ocorrência, a agressão começou por volta das 13h04. Alícia foi atacada por um grupo composto por quatro meninos e uma menina, motivados pela recusa da vítima em “ficar” com um dos agressores. No atestado de óbito, consta que a causa da morte foi “traumatismo cranioencefálico produzido por instrumento contundente”.

“Um dos motivos que levaram [o menino] a agredir Alícia teria sido a negativa da mesma em aceitar ‘ficar com ele’”, informou o relato oficial.

Imagens exclusivas obtidas pelo g1 mostram Alícia saindo do banheiro com a mão no ouvido esquerdo e pedindo ajuda a uma funcionária, segurando o nariz e demonstrando sinais de sangramento. O vídeo também revela uma movimentação suspeita próxima à entrada do banheiro, com um aluno empurrando outro, embora não seja possível afirmar se Alícia era a vítima daquele ato específico.

Alícia Valentina após agressão em escola - Imagem: Reprodução / WhatsApp

 

Após o ocorrido, a jovem foi levada pela escola ao hospital do município e liberada logo após receber medicação. Em casa, Alícia apresentou sangramento no ouvido, sendo levada novamente ao posto de saúde. Depois, foi transferida para o Hospital Regional de Salgueiro, a cerca de 80 quilômetros, e no dia 4 de setembro, para o Hospital da Restauração, em Recife, onde permaneceu até domingo (7), quando foi confirmada a morte cerebral devido ao traumatismo cranioencefálico.

A mãe de Alícia, que preferiu não se identificar, relatou que a filha não conseguiu descrever como as agressões ocorreram nos primeiros socorros. Embora as idades dos agressores não tenham sido oficialmente divulgadas, a mãe acredita que um deles tenha entre 13 e 14 anos.

Inicialmente, o caso foi registrado como lesão corporal na Delegacia de Belém do São Francisco, pela tia de Alícia. Posteriormente, a ocorrência foi retificada para lesão corporal seguida de morte.

O boletim de ocorrência também aponta como autor do crime o menino que demonstrou interesse em ficar com a vítima. Em conformidade com o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), o nome do agressor não foi divulgado.

O caso segue sendo investigado pela Polícia Civil de Pernambuco.

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