Violência urbana

Casal é esfaqueado após sair do metrô em SP e suspeita de ataque homofóbico ganha força

Médico teve o pescoço cortado e pulmão perfurado e segue internado; advogado foi atendido e liberado. Agressores fugiram sem roubar nada.

Casal é esfaqueado após sair do metrô e polícia investiga possível crime de ódio. - Imagem: Reprodução/Metrô de SP

Redação Publicado em 13/02/2026, às 14h32

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O que deveria ser apenas o retorno para casa depois de um passeio terminou em violência e medo no Centro de São Paulo. Um médico de 28 anos e seu namorado, um advogado de 27, foram esfaqueados por três homens logo após deixarem a Estação Higienópolis-Mackenzie, na noite do último sábado (7).

O ataque aconteceu na Rua da Consolação, a poucos metros da estação. Segundo as vítimas, os agressores fugiram sem levar celulares, carteiras ou qualquer outro pertence — o que levanta a suspeita de motivação homofóbica.

O médico foi o mais gravemente ferido. Ele sofreu cortes profundos no pescoço, teve o pulmão perfurado e precisou passar por cirurgia no Hospital das Clínicas de São Paulo, onde, coincidentemente, realiza residência médica em endocrinologia. Após alguns dias na UTI, ele segue internado em estado estável, mas ainda sem previsão de alta.

Em relato enviado à imprensa, o médico contou que o casal caminhava pela rua, que estava com pouca iluminação, quando o namorado foi puxado para trás. Ao tentar entender o que acontecia, ele acabou atingido por golpes de faca.

“Não houve anúncio de assalto. Não tivemos tempo de reação”, relatou. Segundo ele, a ausência de roubo reforça a hipótese de crime motivado por preconceito.

O advogado sofreu um corte na cabeça, recebeu atendimento médico e foi liberado no mesmo dia. Ele preferiu não comentar o caso publicamente.

Policiais militares que passavam pelo local prestaram socorro e levaram as vítimas ao hospital. O médico afirmou que já apresentava dificuldade para respirar quando foi atendido, e que o resgate rápido foi essencial para salvar sua vida.

O caso foi registrado como tentativa de homicídio e inicialmente encaminhado ao 78º Distrito Policial, sendo posteriormente assumido pelo 4º DP, na Consolação. A Polícia Civil busca imagens de câmeras de segurança da região para identificar os autores, que continuam foragidos.

A advogada das vítimas afirmou, em nota, que não há indícios de crime patrimonial e que a possibilidade de discriminação por orientação sexual será investigada ao longo do inquérito.

A Secretaria da Segurança Pública informou que equipes seguem colhendo depoimentos, analisando provas e aguardando laudos periciais para esclarecer a motivação do ataque e responsabilizar os envolvidos.


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