Violência sexual

Adolescente investigado por estupro coletivo em Copacabana se entrega à polícia

Jovem apontado como responsável por atrair vítima foi preso em delegacia de Belford Roxo e, com isso, todos os cinco investigados pelo crime já estão sob custódia

Além do menor, outros quatro jovens maiores de idade são réus pelo crime de estupro coletivo. - Imagem: Reprodução/Câmera de Segurança.

Erika Osti Publicado em 06/03/2026, às 17h58

O adolescente de 17 anos apontado como um dos envolvidos no estupro coletivo contra uma estudante da mesma idade se apresentou à polícia nesta sexta-feira (6) e foi apreendido na 54ª Delegacia de Polícia, em Belford Roxo, na Baixada Fluminense. Com a apresentação do jovem, a Secretaria de Polícia Civil do Rio de Janeiro informou que todos os cinco investigados pelo crime ocorrido em um apartamento em Copacabana, na zona sul da capital, já estão sob custódia.

De acordo com a investigação, o caso aconteceu em 31 de janeiro deste ano. A vítima teria sido atraída ao imóvel por um colega de escola, também adolescente. Ao chegar ao apartamento, ela encontrou outros quatro homens no local. Segundo a Polícia Civil, a jovem recusou qualquer envolvimento com o grupo, mas acabou sendo levada para um quarto e mantida no local contra a própria vontade. Ali, conforme relato das autoridades, os suspeitos teriam praticado atos sexuais à força, além de submeter a vítima a agressões físicas e psicológicas.

A polícia identificou cinco envolvidos no episódio. Os adultos são Bruno Felipe dos Santos Allegretti, de 18 anos, João Gabriel Xavier Berthô, de 19, Mattheus Veríssimo Zoel Martins, de 19, e Vitor Hugo Oliveira Simonin, de 18. O quinto indiciado é o adolescente que se apresentou nesta sexta. Os maiores de idade vão responder pelo crime de estupro, enquanto o menor responderá por ato infracional equivalente.

Os mandados judiciais começaram a ser cumpridos ao longo desta semana. Mattheus Veríssimo Zoel Martins e João Gabriel Xavier Berthô se entregaram na terça-feira (3). No dia seguinte, Bruno Felipe dos Santos Allegretti e Vitor Hugo Oliveira Simonin também compareceram à delegacia e tiveram as prisões efetivadas.

A Vara da Infância e Juventude do Rio havia determinado a busca e apreensão do adolescente um dia antes de sua apresentação. A decisão foi tomada após a polícia apresentar novos elementos relacionados a outro caso de violência sexual com características semelhantes. O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro afirmou que a medida também considerou a repercussão do episódio e a necessidade de preservar a ordem pública.

As investigações ainda avançam. A Polícia Civil abriu outros dois inquéritos após novas denúncias envolvendo o mesmo grupo. Segundo o delegado Ângelo Lages, duas jovens procuraram a delegacia relatando episódios de violência sexual que teriam ocorrido em 2023 e 2025.

O caso também gerou consequências em instituições ligadas aos suspeitos. O Colégio Pedro II informou que abriu processo administrativo para expulsão dos alunos citados e disse que prestou acolhimento à vítima e à família. Já a Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro suspendeu preventivamente um estudante investigado por 120 dias. O clube Serrano FC também anunciou o afastamento de um atleta mencionado na investigação.

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