Quatro cangurus-vermelhos — um macho e três fêmeas — já podem ser vistos pelo público no Zoológico de São Paulo, marcando o retorno da espécie à instituição após cerca de 20 anos
William Oliveira Publicado em 16/03/2026, às 13h30 - Atualizado às 13h53
O Zoológico de São Paulo passou a abrigar quatro cangurus-vermelhos no mês em que celebra 68 anos de funcionamento, comemorados nesta segunda-feira (16). A chegada dos animais marca o retorno da espécie à instituição após quase duas décadas.
Os novos habitantes do zoológico são um macho e três fêmeas, com idades entre dois e três anos. Eles já podem ser vistos pelos visitantes em um recinto preparado especialmente para atender às necessidades da espécie.
Conhecidos cientificamente como Osphranter rufus, os cangurus-vermelhos são nativos das savanas e regiões áridas da Austrália. Os exemplares que chegaram a São Paulo nasceram em um zoológico localizado no estado do Texas, nos Estados Unidos.
De acordo com o zoológico, a presença dos animais também reforça as iniciativas de educação ambiental desenvolvidas pela instituição, com foco na apresentação da fauna australiana e na diversidade dos marsupiais — grupo de mamíferos cujos filhotes completam parte do desenvolvimento fora do útero, dentro de uma bolsa chamada marsúpio.
A espécie chama atenção pelo tamanho. Machos podem atingir até 1,5 metro de altura e pesar cerca de 92 quilos. As fêmeas são menores, chegando a aproximadamente um metro de altura e até 39 quilos.
Outro destaque é a forma de locomoção. Os cangurus-vermelhos se deslocam por meio de grandes saltos, podendo alcançar até três metros de altura e oito metros de distância em um único impulso. A cauda longa e musculosa ajuda no equilíbrio durante o movimento e também serve de apoio quando o animal está parado.
Segundo a administração do zoológico, além de ampliar a experiência dos visitantes, os novos moradores também atuarão como “embaixadores da conservação”, participando de ações educativas sobre biodiversidade, adaptação das espécies ao ambiente e proteção da vida selvagem.