O projeto de lei que proíbe o uso de celulares em escolas públicas e privadas de São Paulo foi aprovado por unanimidade na Assembleia Legislativa (Alesp) e agora depende da sanção do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) para virar lei. O texto busca reduzir a distração dos estudantes e promover maior interação social no ambiente escolar.
“O aprendizado, a saúde mental e as competências socioemocionais das nossas crianças estão muito prejudicados pelo uso excessivo dos aparelhos”, afirmou a autora do projeto, deputada Marina Helou (Rede).
Sanção é esperada em breve
Fontes próximas ao Palácio dos Bandeirantes indicam que o governador está inclinado a sancionar o projeto, considerado uma prioridade suprapartidária. Tarcísio tem até 15 dias úteis, após o recebimento do texto, para decidir.
O impacto na educação
Pesquisas apontam que o uso excessivo de celulares nas escolas compromete a concentração e a socialização dos alunos. Segundo a educadora Claudia Costin, experiências como a da prefeitura do Rio de Janeiro, que já vetou os aparelhos, mostram melhoras significativas no aprendizado de matemática e na atenção em sala de aula.
No entanto, especialistas alertam que a eficácia da lei dependerá de protocolos bem estruturados para sua aplicação. Tássia Cruz, pesquisadora da Fundação Getulio Vargas, ressalta a necessidade de campanhas de conscientização e estratégias claras para garantir o cumprimento da norma sem comprometer o uso pedagógico da tecnologia.
“A escola deve ser um ambiente de aprendizado e interação. O celular, se mal utilizado, prejudica ambas as coisas”, conclui Costin.